quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

FALAR CLARO -3

Como tinha prometido , cá continuo.
O Q3 ( quantitative easing ) ou seja, muito prosaicamente o fazer notas e creditá-las à banca para que esta compre a dívida ao Estado, vai ter um importante papel este ano nos USA. Será a última tentativa ( já houve duas anteriores) para os USA manterem o seu papel predominante em matéria estratégica, financeira e económica - bem como militar.
 Quando digo última é porque não haverá mais ensejos para manter o seu poderio actual.Mas vai ser ela que , na segunda metade do ano, levará os USA à falência.

A degradação da Eurolândia nos rating da S&P e , esta semana, da Fitch, são um exemplo de últimas tentativas de Wall Street e da City para manter as suas insaciáveis necessidades de financiamento dos USA e do Reino Unido ( apenas e só por mais 3 anos à Escócia que se tornará independente).
É um suicídio geopolítico de americanos e ingleses porque esta atitude vai obrigar a Eurolândia a fortalecer-se, integrando-se e afastando-se dos anglo-saxónicos, levando a que os dirigentes da Eurolândia dissipem as dúvidas sobre se o que está a contecer é ou não um ataque deliberado e premeditado à sua moeda ( ao Euro) para permitir a (ainda) existência do dólar e libra como moedas preponderantes de pagamentos e refúgio.
A prova do que digo está no acordo que, em Dezembro passado, japoneses e chineses ( que no ano passado multiplicaram por cinco a sua balança comercial ) fizeram, impondo que entre eles os negócios só podem fazer-se nas suas moedas - yuan e yen.
Ou seja, meus caros amigos, vendam as libras e os dólares que têm em casa...
Como podem aqui ver a dívida da Grã- Bretanha corresponde a 900% ( leram bem ) do PIB. E a americana , que não vai parar de subir , não sendo tão grande é igualmente grave porque está , quase na totalidade, na mão der estrangeiros ( pior...de chineses )...



Sem comentários:

Enviar um comentário