sexta-feira, 28 de maio de 2010

E PARA ALÉM DA GUERRA ?

Num tempo em que os economistas têm epifanias todos os dias e sempre diferentes porque a Ciência deles não é exacta, volta e meia aparece um ou outro que diz coisas que merecem atenção. Para além de Paul Krugman  e George Cooper que muito me infuenciam, há outro que , como os anteriores, acrescenta à contabilidade uma antropovisão que vai contra a corrente - logo deve lêr-se. Chama-se Dani Rodrik e as suas teses são para o vulgo muito soturnas.
A partir delas eu mesmo cheguei a outras.

Considerando a existência de três realidades actuais quase planetárias, a saber:
-a democracia parlamentar e pluripartidária ( porque há outras ).
- a globalização económica no planeta .
- a existência de Estados/Nações soberanos,

vemos que no actual estado de coisas no mundo não é possível a sua coexistência em simultâneo.
Assim:
a)Se temos Democracia parlamentar e Estado soberano vamos precisar de proteccionismo.
b)Se queremos Democracia e aceitamos a Globalização económica vamos precisar de um Governo Mundial.
c)Se queremos Estado soberano e Globalização económica vamos precisar de ditaduras ( porque o povo não vai aceitar muito mais tempo sem revolta o contínuo deslizamento para a indigência ).

O protecionismo mais tarde ou cedo leva à guerra ( porque a análise marxista que vê a História das guerras como o choque de interesses económicos nacionalistas é uma evidência ).

As ditaduras entre si levam à guerra ( porque as forças centrípetas inerentes a estados-de-alma diferentes nas elites ou a invejas no povo, acarretam a necessidade de encontrar um "inimigo externo" para reunir as hostes internas ).

O Governo Mundial que, por exemplo o Papa propõe, seria a solução ( a ONU com a Unesco como ministério da cultura , a OMS como ministério da saúde, a OMC como ministério do comércio etc, já são um embrião desse governo do mundo ). Mas os conflitos geopolíticos que vivemos ( e que noutro "post" aqui expliquei há meses), designadamente os vários "blocos" ocidentais imergentes contra os orientais emergentes, mais até que o Norte contra o Sul, parecem impedir esta solução.

Então o que resta?

AH, e "DELENDA  CHINA  EST!"

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