quinta-feira, 8 de julho de 2010

DA SÉRIE OS MELHORES TEXTOS SOBRE O MUNDIAL -EStupidez

O Triunfo do Absurdo...


«Barcelona com ordenados em atraso, pede empréstimo de 150 milhões»

«O Barcelona vai ter de recorrer a um empréstimo bancário para pagar os ordenados dos jogadores, que não receberam os vencimentos referentes ao mês de Junho. Segundo o recém-eleito presidente do clube Sandro Rosell, o clube está cheio de dívidas e teve de pedir 150 milhões emprestados à banca.

"Encontrámos um clube afundado em dívidas. Nesta altura temos de pedir dinheiro emprestado ao banco para pagar aos jogadores", diz Rosell, que sucedeu na semana passada a Joan Laporta como presidente do clube.

Nesta pré-temporada, o Barcelona já vendeu dois jogadores, o defesa ucraniano Dmitro Chygrynskiy ao Shaktar Donetsk por 15 milhões de euros e o médio da Costa do Marfim Yaya Touré ao Manchester City por 24 milhões e, apesar das díficuldades financeiras, diz ainda ter disponibilidade financeira para contratar Cesc Fabregas ao Arsenal, num negócio que pode chegar aos 40 milhões.

"É agora ou nunca. Vamos ser rápidos. Se o Arsenal não se puser com loucuras, o Fabregas vai jogar no Barça. Temos 50 milhões para contratar novos jogadores todos os anos", reforçou Rosell.

Para a próxima temporada, o Barcelona já contratou David Villa ao Valência por 40 milhões de euros.»



Publicada por Fernando Martins em 16:22

A minha mais grata homenagem

"Homenagem


[Publicado por Vital Moreira] [Permanent Link]

"A anterior ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, publicou um livro sobre as virtudes da escola pública.


Com toda a legitimidade o faz. Ninguém como ela à frente do Ministério da Educação contribuiu mais para dar sentido ao ensino público, reordenando a rede escolar, melhorando as condições físicas e tecnológicas das escolas do ensino básico e secundário, alargando o horário do ensino básico, combatendo o abandono e o insucesso escolar, reforçando a acção social escolar, introduzindo a avaliação das escolas e dos professores, conferindo mais autonomia e responsabilidade às escolas, universalizando o ensino pré-escolar e o ensino secundário, apostando no ensino profissional.


Enfrentando com coragem e determinação todas as resistências corporativas e oposições políticas, Maria de Lurdes Rodrigues foi simplesmente a melhor dos ministros da Educação desde o 25 de Abril."
 
Este é um texto , como leram,  de Vital Moreira ao qual me associo a 100%.
 
Conheci a ex-ministro ( o cargo em português diz-se ministro !) Lurdes Rodrigues num restaurante do Porto na véspera duma manifestação em Lisboa que, diz-se, teve 200 mil professores. Era qualquer coisa que eu já imaginava que pudesse acontecer porque a generalidade dos professores portugueses tem a maneira de ser de quem não conseguiu um curso técnico ( onde se entra com notas bem mais altas e se tem gosto no que se vai fazer, para além de se poder antecipar ganhar mais dinheiro de forma honrada - o que é legítimo ), e "só deu para letras". Há excepções honrosas, mas esta é a regra.
Estava eu a jantar com duas amigas num restaurante atrás do Meridian do Porto quando captei a presença discreta, muito discreta, do ministro da educação do meu país. E não resisti. Quem me conheçe sabe que sou assim.
Levantei-me da minha mesa E DIRIGI-ME A UMA MESA DO CANTO, meia escondida, onde estava o ministro que eu mais admirava no Governo, a jantar com os seus pais, pessoas de idade. E lá fiquei em conversa breve em que pude declarar toda a minha admiração pela senhora e dizer-lhe assim: " Minha senhora, vozes de burro não chegam ao céu, mesmo que muitos, muitos, não chegam aos céus! Por favor continue: com o ensino infantil para todos, o inglês para a primária, a ausência de furos no Liceu bem como as aulas de substituição, e se lhe aconteçer o mesmo que ao melhor de todos os ministros de Saúde de sempre, Correia de Campos, meu professor ( que encerrou maternidades ficando o país mais bem servido, falsas urgências que matavam gente à espera, e tornou viável as administrações do SNS, lembram-se?), mas foi derrotado pelas imbeçis manifestações de rua que hoje não se fariam porque o ministro tinha razão, se lhe acontecer o mesmo, aguente pela Pátria".
E ela aguentou e os pais não conseguiram impedir que as lágrimas lhes caíssem pelas faces abaixo.

POR UMA VEZ UM COMUNISTA ESTÁ DE ACORDO COMIGO, PORRA!

Nacionalismo vs Patriotismo


8 de Julho de 2010 por André Levy

"Os termos Nacionalismo e Patriotismo não são sinónimos, embora seja hoje muito frequentemente usados como tal. São termos que têm histórias diferentes, tendo «patriotismo» uma história bastante mais antiga. Os conceitos têm contexto e história (i.e., uma evolução), logo convém começar pelo conceito com origem mais antiga: Patriotismo.A palavra tem origem no grego patris. Para os gregos antigos a palavra estava associada à identificação com e à devoção a uma língua, tradições e história, ética, lei, e religião comuns. Sócrates acreditava inclusivamente que a prática patriotismo não era algo estanque, mas sempre sujeita a melhoria, embora a sua opinião não fosse partilhada por outros gregos contemporâneos: o seu julgamento foi, em parte, fundado na sua recusa de divindades gregas oficiais. Surgiu portanto muito antes da noção de Estado-nação. Pessoalmente, gosto até mais do neologismo Matriotismo: falamos na terra mãe, em mátria, em matriarca, mas não existe lamentavelmente este equivalente feminino a patriotismo. É uma formulação mais próxima do conceito Hindu, onde a mátria era entendida como a base de consciência cultural. Mesmo no século XVIII, na Europa Ocidental, patriotismo era entendido como a responsabilidade individual perante os outros cidadãos, uma devoção à humanidade e a uma ética de igualdade e caridade perante os mais desfavorecidos e os que faziam parte da comunidade, independentemente do seu perfil cultural ou étnico.Isto é, Patriotismo não estava ligada a uma etnia, a uma localização geográfica, ou a uma organização política autónoma.

( por estas e outras assim é que eu, couto soares pacheco, defendi nos meus vinte anos , patrioticamente uma pátria multi-étnica dividida pelos vários continentes, bem como a capital em Luanda - como Spínola em " Portugal e o Futuro", livro que abriu portas ao 25 de Abril ).


"O uso, pelo menos original da palavra, é muito distinto do da palavra «nacionalismo», com história relativamente recente. É no século XIX que surge o conceito de Nacionalismo, de nação como entidade política, com direito a um Estado (o Estado-Nação), no qual há condições para que cidadania esteja restrito a um grupo étnico. A Nação como algo a proteger; daí necessitar de um Estado próprio; daí vários nacionalismos terem conduzido à noção de “espaço vital” para a Nação. Se tem algo a proteger, é porque em certa medida tem algo que outras Nações não têm. Embora isto não implique a noção de que uma Nação, a nossa Nação, é superior em alguma medida a outras, ao “outro”, frequentemente os movimentos nacionalistas associam superioridade, quer recorrendo a feitos modernos, como supremacia industrial, quer recorrendo a feitos ou mitos históricos (e.g, no caso no hino nacional Português, o “nobre povo, valente e imortal”, a voz dos “os egrégios avós” que surge da “bruma da memória”). Mesmo Nações sem grande história, caso do povo colonial dos EUA, cedo declarou ter um “manifesto destino”, que lhe outorgava o dever de expansão para territórios pretensamente desocupados, invasão de outros Estados, e domínio geoestratégico sobre uma vasta região. Foram das tendências nacionalistas que mesmo em Estados multi-étnicos, como os EUA ou o Brasil (durante a ditadura militar), surgiu o slogan “ame-o [a Nação] ou deixe-o”, dirigido a cidadãos desses países que não alinhavam na política do Estado-Nação.


Mas fundamentalmente, o conceito de Nacionalismo está em profunda contradição com o conceito de Internacionalismo, ou cooperação e ligação fraterna entre comunidades ou nações (baseadas no facto de nações comungarem a mesma humanidade). discursos políticos do ultra-nacionalista Adolf Hitler, segundo o qual um operário consciente da importância da unidade dos proletários de todo o mundo não poderia ser um bom alemão, pois colocava as relações com operários de outras nações acima da dedicação à Alemanha; como se um operário Alemão internacionalista não estivesse também interessado na melhoria das condições no seu país. Esta contradição manifesta-se hoje, na era da globalização, na acusação de que os imigrantes roubam emprego aos nacionais, como se aqueles não contribuíssem para a produtividade do Estado para o qual emigraram.


"Essa contradição não existe com o conceito de Patriotismo. Eu posso afirmar, sem reservas e sem contradição, dizer que sou patriótica e internacionalista. Por um lado, tenho um grande amor ao povo português, à sua cultura diversa, do Algarve a Trás-os-Montes, do Continente às Ilhas, uma ligação visceral à sua história, ressonância com a sua música e literatura, uma identificação com a sua forma de ser (sem estereotipar), e uma ligação familiar e de amizade com Portugueses. Sinto igualmente uma ligação com outras culturas, mas de outra natureza. Sou movido por músicas de outras culturas, pela literatura de outras culturas, em grande medida porque contêm aspectos que são universais, fazem parte de uma entidade mais alargada ao qual também pertenço: a humanidade. Sinto também solidariedade pelas lutas de outros povos, porque partilho ligações objectivos de classe: a paz e a justiça social. Identificar-me como Português de forma alguma significa que considere o nosso país ou povo superior, mas considero – porque considero a diversidade cultural um valor – que Portugal tem direito a existir enquanto entidade autónoma e independente. E no actual contexto de ingerência imperial, considero um dever defender a soberania nacional, pois só assim se poderão defender os interesses e a viabilidade do nosso povo e país. Porque considero que as ingerências da NATO e da UE na política nacional Portuguesa não estão alinhadas com os interesses nacionais, pelo contrário, tendem a prejudicá-los e eventualmente eliminar a existência da nossa soberania nacional."

     ( todo o texto entre aspas não foi retirado dum afilhado de Adolfo Hitler, mas dum comunista que escreve bo blogue 5 dias ).
Dedico-o a dois amigos: à Andreia e ao José Vilarinho - com carinho verdadeiro.

Ah, GRANDE MARINA!

Embora discorde de Marina Costa Lobo que considera que a decisão do Governo português de vetar a aquisição da Vivo pela Telefónica foi apenas um golo (político) de Sócrates, como a breve trecho se verá, vale a pena ler o artigo que escreve no Jornal de Negócios. Eis um excerto:

‘Vejamos como reagiram os partidos: O PCP apoiou o veto do governo, embora considere que só o controlo público da PT é que impedirá a "sede de lucro" dos accionistas. Francisco Louçã, em nome do Bloco de Esquerda disse que o Governo tem a obrigação de "enfrentar" a Comissão Europeia para evitar a protecção dos interesses da Telefónica ao defender o controlo público do grupo PT. Ambos no seu melhor: contra-vontade, não vá alguém pensar que apoiam a decisão do Governo, apoiaram a decisão do Governo.

Mas talvez mais importante de notar (além do silêncio do Presidente da República) é a reacção do CDS-PP. Paulo Portas proferiu as seguintes declarações à Rádio Renascença: "Eu não vou fazer oposição com o uso da 'golden share', porque tenho sentido de Estado e sei que se a situação for ao contrário, ou seja, se uma empresa portuguesa quisesse comprar o maior activo de uma empresa espanhola, por exemplo, na América Latina, provavelmente, o Estado espanhol faria o que fez o Estado português".

Porque é que os partidos se posicionam assim? Esta é uma questão que politicamente tende a unir toda aquela Esquerda que desconfia dos benefícios da globalização com a Direita defensora de um Estado que represente um Estado-nação forte e independente. Juntando estes dois eleitorados, temos praticamente todo o País, com excepção dos liberais, que ao que parece estão desproporcionalmente representados nas elites políticas do PSD (mas não no seu eleitorado). O único líder que se afirmou contra o veto foi Passos Coelho.

Tomar uma decisão que agrada ao eleitorado não é o mesmo que populismo. Afinal de contas, os chefes de governo são eleitos para representar os interesses dos cidadãos. Se todos os centros de decisão saírem de Portugal, isso será no interesse público? Este tipo de intervenção do Estado é comum noutros países e marca o enorme esforço que os Estados hoje travam com as pressões económicas globais. Esforço inglório, talvez. Mas que não deixa de ser travado um pouco por toda a parte, inclusive nos EUA.’

A ARTE E DEUS

Sou autor da única teoria da personalidade que serve de base a uma psicoterapia portuguesa, produzida por portugueses ( dentre as cerca de uma centena de psicoterapias existententes desde a  de Freud ).
Como em tudo na vida, há na psiquiatria uma "ecologia psiquiátrica", ou seja, pretender que uma corrente psicoterapêutica produzida no Uzbequistão ou nos Estados Unidos para uzbeques ou americanos, é tão boa para os portugueses com o seu peculiar modo de ser, como um bom " constructo" psiquiátrico  produzido por um português, é ignorância.
Na minha teoria da personalidade , como já aqui afirmei em anterior "post", aquilo que - se pegarmos na pirâmide de Maslow -é mais distintivo da espécie humana, é um conjunto de temas: o sentido da busca existencial, a busca do estético e do ético, a busca da religião, o pró-agir, e o sentido do humor.

Dois destes temas são particlarmente importantes para mim: a busca do sentido estético e a descoberta do sentido do humor.

Acontece que , em Barcelona, está há um século em construcção a catedral da Sagrada Família, que é hoje um ponto turístico para quem visita a cidade. Está actualmente a ser construída , em parte, com as dádivas dos visitantes que são às dezenas de milhares por ano.

Durante a República espanhola que antecedeu a revolta dos militares de Franco e outros generais e culminou com a guerra civil espanhola, várias vezes a catedral em construcção esteve em vias de ser destrúída à bomba pelos anarquistas e pelos republicanos.

Foi nessa altura que Salvador Dalí, que muito apreciava o génio de Gaudi, seu arquitecto, a que se seguiu o discípulo japonês Etsuroo Sotoo, foi inquirido por um jornalista ateu : era Salvador DaliÍ crente praticante?. A resposta foi à Dali: "Não sou crente mas sou praticante!.

Ou seja, DalÍ assumia-se como praticante da  beleza ( estética ) e do sentido de humor, já que invertia o sentido da questão : haverá alguém que possa ser crente não praticante?. E ainda por cima, Dalí não só reagiu, mas pró-agiu, deixando o jornalista perplexo perante uma questão , para ele, totalmente nova.

É por estas e outras assim, que os génios da arte podem ser demónios, mas sendo que os demónios são uma espécie dos anjos, são sempre ou anjos ou arcanjos.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

ESTOU COMPLETAMENTE DE ACORDO

E assim se mostra que a direita portuguesa é mais papista que o Papa

   (Por Daniel Oliveira )


"A Telefónica não desiste de comprar a participação da PT na Vivo e pede para negociar uma solução que seja “confortável” para as duas partes."

terça-feira, 6 de julho de 2010

DA SÉRIE OS MELHORES TEXTOS SOBRE O MUNDIAL retirado do blogue comunista 5 dias

Se  a estupidez  e a sua antítese, a visão lúdica da vida, tivessem cara de peixe, este texto do comunista BRUNO PEIXE, era assim a modos que um tubarão vermelho. Mas segundo a minha sopeira que é muito dada a estas coisas do futebol com nome inglês , do tipo:" What's left in football?", segundo a minha sopeira, dizia, é sempre a mesma merda , uma pescadinha com rabo na boca. Ela lá sabe, que de culinária é perita.
Ah!, e dizem que o tal Bruno Peixe é só um tipo que sente que carrega o Mundo nas costas, leva tudo a sério como deve ser, e não é nenhum neurótico na ante-câmara de qualquer psicose.



"Depois de um post ou um artigo sobre Cuba, ou sobre as mutações do capitalismo, lá vem um texto sobre o mourinho ou o treinador da França. Uns são mais superficiais e comentam a espuma do acontecimento. Outros são mais formalistas e exibem com indisfarçável gozo o domínio da técnica. Sabem o que é um trinco e as diferenças efectivas entre as diversas combinações numéricas que somam 10.


Para estes a ligação entre a política e o futebol é imanente ao próprio jogo, e não deve ser investida de significados externos. Há jogadores e estilos de jogo de esquerda, há um futebol que é emancipatório, outro que é isomórfico ao capitalismo. O problema de quem olha assim é que se esquece de ver a verdade que só na totalidade se mostra. O que é que há de emancipatório num jogo que assenta no menos libertador dos pressupostos do mundo contemporâneo: a competição? Como pode ser de esquerda ganhar e dar a perder? O que é que pode ser mais contrário a uma ideia igualitária do que sancionar a vitória de uns e a derrota de outros?


Dir-me-ão que o que se joga no campo é, uma e outra vez, a luta de classes. É precisamente a esta lógica que se impõe dizer um não. Na luta de classes a vitória do proletariado não é apenas o fim daquele jogo, mas do jogo em si.".