domingo, 5 de fevereiro de 2012

AS AGRURAS DE PUTIN. A SEGUIR VIRÃO AS DE SARKOSY, MERKEL, OBAMA, ETC. ONTEM UM PARTIDO PRÓ-FEDERALISMO EUROPEU JÁ VENCEU AS ELEIÇÕES NA FINLÂNDIA , ALIADA ATÉ AGORA DA ALEMANHA , POR 70% DOS VOTOS...

retirado , surripiado , do blogue de José Milhases: "da rússia "

Putin começa a ser comparado a Murabak e Kadhafi

                                 São muitos, cada vez mais

                  Meio milagroso para proteger a cabeça de ideias liberais




                             Agradece por ainda estares vivo!

Dezenas de milhar de russos saíram para as ruas da capital russa a fim de exigirem a saída de Putin e do seu clã do poder.
Esta vontade juntou cidadãos dos mais diferentes sectores do espectro político russo. Nunca Moscovo viu bandeiras tão diferentes, cores tão diversas numa manifestação política, nunca uma manifestação juntou tantos opositores de Vladimir Putin, primeiro-ministro e candidato a Presidente da Rússia.
A polícia reconhece que se tratou da maior aglomeração de manifestantes da oposição, mas considera que, na marcha de protesto, participaram entre 30 e 35 mil pessoas, enquanto que os organizadores falam em mais de 130 mil participantes.
Os adeptos de Vladimir Putin juntaram-se noutro local de Moscovo para se manifestar contra as “revoluções-laranja”, cor da revolução democrática na Ucrânia em 2004.
Porém, esta cor não era a predominante no arco-íris que se estendeu por alguns quilómetros nas ruas do centro de Moscovo. Eram bem visíveis as cores dos nacionalistas russos que, além das suas bandeiras portavam um grande cartaz onde se lia “Mubarak igual a Kadhadfi e igual a Putin”.
Liberais, representados pelas cores branca, azul e laranja, distribuíam notas de um dólar com o retrato de Hillary Clinton e de cem dólares com o rosto de Obama, respondendo assim à acusação de Putin de que a oposição russa é financiada pelos norte-ameriacnos.
“Mais doze anos sem Putin? Quem conseguirá aguentar? Eu não!”, declarou à Lusa, empregado de escritório, que portava um cartaz do Sindicato dos Empresários da Rússia.
“Não fiquem surpreendidos por nos verem acorrentados, pois somos vítimas da corrupção e dos funcionários públicos corruptos”, declarou Mikhail, que se apresentou como pequeno empresário.
A marcha terminou com um comício onde os oradores apresentaram um caderno reivindicativo. Vladimir Rijkov, um dos organizadores da iniciativa da oposição,  lembrou que a oposição exige a anulação dos resultados das parlamentares de 04 de dezembro e a realização de eleições presidenciais limpas e transparentes.
Além disso, exige a libertação de presos políticos e a revisão da lei eleitoral de forma a facilitar os cidadãos e partidos a participarem nas eleições.
As manifestações em Moscovo realizaram-se com temperaturas do ar muito baixas, o termómetro marcava 20 graus negativos.

A VAIDADE IDIOTIZA AS PESSOAS . e QUANDO SÓCRATES REGRESSAR DAQUI A TRÊS ANOS?

Hostilidade

A nomeação de Manuel Maria Carrilho para a direcção do "Laboratório de Ideias Políticas" do PS só pode ser compreendida como um ostensivo acto de hostilidade em relação ao anterior secretário-geral, José Sócrates, que Carrilho acaba de achincalhar publicamente.
Um partido que não respeita e não salvaguarda o seu passado hipoteca o seu futuro...

DESMANTELAMENTO ALFANDEGÁRIO EUROPEU. mAS ESTÁ TUDO DOIDO ?

Generosidade à custa alheia

A União Europeia está em vias de proceder à revisão do generoso sistema de vantagens comerciais (redução ou eliminação de taxas de importação no acesso ao mercado europeu) que há muito concede unilateralmente aos países em desenvolvimento.
Mas como mostro aqui, a proposta da Comissão Europeia deixa muito a desejar, visto que nem privilegia os países mais pobres nem salvaguarda devidamente os interesses da indústria europeia, incluindo a portuguesa.

ACTA

Está em marcha na Internet um movimento de contestação do ACTA (Anti-counterfeiting Trade Agreement, ou Acordo Comercial Anticontrafacção) negociado entre a União Europeia e outros países desenvolvidos para tornar mais efectivo o respeito pelos direitos de propriedade intelectual (direitos de autor, marcas, patentes, etc.) no comércio internacional.
Nesta entrevista esclareço as opções possíveis do Parlamento Europeu para lidar com dossiers como este.

DELENDA MADEIRA EST!

“Alberto João Jardim vai sair sem pagar a conta”

Daniel Deusdado, Jardim. Milhões. 1500:
    ‘Alberto João Jardim vai sair sem pagar a conta. Deixará o exemplo de que o crime de gerar dívida às escondidas compensa e que as vitórias eleitorais valem tudo. Disse-se "vergado" pelas condições que lhe foram impostas por Lisboa para o salvarem de uma humilhante bancarrota mas sacou mais 1500 milhões de euros. E, vai-se a ver, o empréstimo do Governo central à Madeira tem um período de carência que faz com que as prestações só comecem em 2016! João Jardim sai em 2015... E não sei se ouviram o que ele disse com atenção... "Investimentos feitos na hora certa", em "obra que já ninguém retira ao povo madeirense". Toma lá e embrulha. Trás-os-Montes nunca mais tem a auto-estrada porque o túnel do Marão custa 350 milhões. Jardim rapou cinco vezes mais num ápice. Tire-se-lhe o chapéu. E disse mais: em 2014 até já terá superavit no Orçamento!!! Depois de lhe oferecerem 1500 milhões! Que ele só começa a pagar em 2016! Em terra de cegos quem tem um olho é rei. (…) A dívida total da Região Autónoma da Madeira ascende a 6238 milhões de euros. É bom que se repita muitas vezes até que se fixe: a dívida da Madeira (seis mil milhões) é apenas 25% menor que a das 308 autarquias do continente todas juntas (oito mil milhões). Todas juntas, ok? As 308. (…) "O actual Governo da República, apesar de emparedado ante a desgraçada herança recebida e as imposições internacionais, respondeu positiva e afirmativamente ao nosso pedido de assistência financeira". Jardim a elogiar Passos... Ring a bell? Passos Coelho, portanto, amochou. Todos amocharam. Alguém disse um dia o essencial: "O senhor não precisa de elogios, a obra que realizou ao longo destes anos fala por si". Foi Cavaco Silva, encomiástico-majestático, durante uma visita à Madeira. Pois muito obrigado, senhor presidente. Eu não diria melhor. Sobre como chegamos aqui.’

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Não esperem pela herança do TIO SAM

Atacar o problema da sustentabilidade orçamental dos Estados Unidos não é incompatível com o objetivo de garantir que a retoma do crescimento económico prossiga.
Os decisores em assuntos orçamentais devem evitar “dificultar desnecessariamente a retoma económica em curso”, disse quinta-feira Ben Bernanke, o presidente da Reserva Federal (o banco central norte-americano) perante a Comissão de análise do orçamento da Câmara de Representantes dos Estados Unidos. “Felizmente os dois objetivos de alcançar uma sustentabilidade orçamental no longo prazo e de evitar ventos contrários adicionais no plano orçamental que prejudiquem a retoma económica em curso são totalmente compatíveis – aliás, reforçam-se mutuamente”, sublinhou.
Particularmente perturbado
Nesta intervenção perante os congressistas em Washington DC, o presidente do banco central manifestou-se preocupado com dois problemas críticos da economia americana – o disparo no desemprego de longa duração (que já domina 40% dos desempregados), um número que o deixou “particularmente perturbado”, e o trilho orçamental insustentável.
Bernanke referiu que o sector empresarial está a exportar e a produção industrial está a crescer, mas esse ponto forte da retoma americana em curso não se traduz no emprego.
Possibilidade de uma crise orçamental súbita
Por outro lado, a “dinâmica [do défice] é claramente insustentável”, frisou o homem forte da Reserva Federal. O défice público será de mais de 4% do PIB no ano fiscal de 2017, disse aos congressistas, mesmo partindo do princípio que a economia estará, então, próxima do pleno emprego.
Nesta dinâmica pesa sobremaneira o envelhecimento da população norte-americana e o disparo dos custos da saúde. A forma de tapar este buraco tem sido o recurso ao endividamento externo com implicações previsíveis: “uma parte substancial do nosso rendimento futuro terá de ser devotado ao pagamento de juros aos detentores estrangeiros de dívida federal”.
Bernanke não colocou de lado inclusive “a possibilidade crescente de uma crise orçamental súbita”, se a trajetória se mantiver. Colocar a política orçamental num caminho sustentável “é uma prioridade de topo”, avisou.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

FALAR CLARO -3

Como tinha prometido , cá continuo.
O Q3 ( quantitative easing ) ou seja, muito prosaicamente o fazer notas e creditá-las à banca para que esta compre a dívida ao Estado, vai ter um importante papel este ano nos USA. Será a última tentativa ( já houve duas anteriores) para os USA manterem o seu papel predominante em matéria estratégica, financeira e económica - bem como militar.
 Quando digo última é porque não haverá mais ensejos para manter o seu poderio actual.Mas vai ser ela que , na segunda metade do ano, levará os USA à falência.

A degradação da Eurolândia nos rating da S&P e , esta semana, da Fitch, são um exemplo de últimas tentativas de Wall Street e da City para manter as suas insaciáveis necessidades de financiamento dos USA e do Reino Unido ( apenas e só por mais 3 anos à Escócia que se tornará independente).
É um suicídio geopolítico de americanos e ingleses porque esta atitude vai obrigar a Eurolândia a fortalecer-se, integrando-se e afastando-se dos anglo-saxónicos, levando a que os dirigentes da Eurolândia dissipem as dúvidas sobre se o que está a contecer é ou não um ataque deliberado e premeditado à sua moeda ( ao Euro) para permitir a (ainda) existência do dólar e libra como moedas preponderantes de pagamentos e refúgio.
A prova do que digo está no acordo que, em Dezembro passado, japoneses e chineses ( que no ano passado multiplicaram por cinco a sua balança comercial ) fizeram, impondo que entre eles os negócios só podem fazer-se nas suas moedas - yuan e yen.
Ou seja, meus caros amigos, vendam as libras e os dólares que têm em casa...
Como podem aqui ver a dívida da Grã- Bretanha corresponde a 900% ( leram bem ) do PIB. E a americana , que não vai parar de subir , não sendo tão grande é igualmente grave porque está , quase na totalidade, na mão der estrangeiros ( pior...de chineses )...



EU NUNCA ACEITARIA ENTRAR PARA UM CLUBE QUE ME ACEITASSE COMO SÓCIO...

Sarkozy fascinado pelo modelo alemão

2 fevereiro 2012
Presseurop
Le Monde, Le Figaro, La Croix, Libération

"Mais alto titi Merkel." Na maçã: Presidente
"Mais alto titi Merkel." Na maçã: Presidente
O Presidente francês, que irá muito provavelmente candidatar-se à re-eleição, parece determinado a propor um projeto económico decalcado do modelo germânico. Uma estratégia que surpreende a imprensa francesa.
Ao anunciar, no dia 29 de janeiro – numa intervenção televisiva – a sua intenção de aplicar à economia francesa medidas inspiradas na competitividade germânica, Nicolas Sarkozy, colocou o modelo alemão no centro da campanha presidencial francesa.
Para Le Monde, esta referência à Alemanha tornou-se uma “obsessão” para o Presidente e futuro candidato à re-eleição:
Está mal posicionado nas sondagens, é rejeitado pelos franceses. Optou portanto por fazer campanha a dois: Angela Merkel e ele; a França e a Alemanha. A dois sentem-se certamente mais fortes! Desde a crise financeira deste verão, que quase assinalou o fim da zona euro, Nicolas Sarkozy transformou a Alemanha no seu único argumento de campanha. A Alemanha passou a ser a sua única referência. [Mas] a França não é a Alemanha e não existe nenhuma política modelo. A campanha eleitoral serve para o provar.
Le Figaro, que chega a questionar “se as eleições presidenciais não passam de um referendo sobre o modelo económico alemão”, considera que Nicolas Sarkozy “tem bons motivos para fazer esta jogada”.
De facto, é complicado pedir aos eleitores para apertarem o cinto em plena crise, sendo mais rentável seguir o exemplo do país mais bem-sucedido na Europa. Os franceses estão dispostos a seguir esse caminho: a imagem alemã nunca seduziu tanto a opinião pública.
Neste contexto, levanta-se uma questão inevitável: “Será a Alemanha um modelo?”, La Croix que utilizou o tema como primeira página, interroga-se:
Haverá algures no mundo um país modelo, um sistema político perfeitamente maduro, uma orientação económica ideal que atravessa fronteiras, culturas e mentalidades? […] Nestes tempos de crise, onde as finanças dos Estados europeus estão em perigo, a Alemanha desempenha o papel de bom aluno, apreciada pelos examinadores-agências de notação, por conseguir gerir o melhor possível o seu orçamento, evitando o aumento dos défices. […] Ao ponto de surpreender os próprios alemães, que não estão todos convictos da sua excelência. Por consequência, o êxito alemão deve ser esmiuçado e, uma vez feito o balanço, deve-se questionar se é transponível para outros países.
No que diz respeito a esta questão, o Libération é mais cético:
É evidente que ninguém coloca em causa o eixo franco-alemão, um “tesouro” a preservar que sempre fora um motor indispensável na construção europeia. E talvez a França se deva inspirar no seu vizinho. O chefe de Estado apenas se esqueceu de mencionar que a desregulação do mercado de trabalho alemão levou ao desenvolvimento da precariedade e aumentou o número de trabalhadores pobres em proporções consideráveis. E que esta corrida à competitividade compromete a coesão da sociedade alemã.