sábado, 24 de dezembro de 2011

O DIABO ESTÁ SEMPRE NOS DETALHES....

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estaria a pressionar o comité de credores privados da dívida grega a aceitar um “corte de cabelo” (hair cut, na designação técnica) que poderá chegar aos 65% do valor líquido atual dessa dívida, segundo noticiou a agência Bloomberg na quinta-feira.
Um corte dessa dimensão no valor líquido atual em mão de credores privados significaria um abate de mais de €130 mil milhões nos €206 mil milhões em dívida a privados. Os restantes €70 mil milhões seriam trocados por novos títulos com um cupão de 5%, que se regeriam pela lei inglesa, e teriam o mesmo estatuto de senioridade que as dívidas de Atenas à troika de emprestadores envolvidos nos dois planos de resgate.
Recorde-se que o hedge fund Veja Asset Management saiu, recentemente, da negociação por não aceitar um “corte de cabelo” superior a 50% no valor líquido atual.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

22 /12/2011 - O DIA DE TODAS AS DESGRAÇAS

A QUOTA DE MAIS DE 20% QUE OS PORTUGUESES DETINHAM NA EDP FOI VENDIDA AO ESTADO COMUNISTA CHINÊS ( a empresa três gargantas é do Estado Comunista ).
1 Desta forma o governo portugues permite a continuação do cerco chinês à Europa.
2. Desta forma aliena interesses geopolíticos no Brasil e na Alemanha.
3. Deste modo permite a transferencia da melhor tecnologia em renováveis para a china que só agora está a começar com elas.
4. Desta forma permite a entrada pela porta dos fundos, da china nos USA dado que a EDP dispõe do maior parque aeólico na américa.
5 . Deste modo foi , mais uma vez enganado, porque a promessa de 8 mil milhões de financiamentos chineses em novas empresas ou investimentos na EDP é meramente virtual se os chineses com isso não dominarem completamente a empresa multinacional portuguesa.
6. Deste modo cria condições para aumentos na facturação energética dos lares portugueses que não estavam previstos.
7. Deste modo transforma Portugal num alvo bélico dos chineses na inevitável guerra qua aí vem, alienando os naturais aliados.
8. Deste modo mostra o governo do meu país que só tem um ministro - o que já se suspeitava . O Víctor das Finanças, o único que em conselho de ministros disse o que aqui fica escrito e votou vencido.
8. Deste modo redobra no orgulho nacionalista os chinos que aqui , na Varziela, nos roubam descaradamente e iniciam a introdução da mafia chinesa.
9. Deste modo animam as hostes dos nacionalistas portugueses que vão começar a passar à acção anti-.chinesa.

Se eram estes os objectivos, então PARABÉNS GOVERNO! 

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

SINAIS....

Crise do euro

Reino Unido prepara-se para salvar os refugiados do Eurogedão

19 dezembro 2011
Presseurop
The Times, 19 dezembro 2011
Com as agências de notação de crédito a avisarem que o acordo a que chegaram os líderes da UE, na cimeira do início do mês, em Bruxelas, pode não salvar o euro do colapso, o Sunday Times revelou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico está a traçar planos para a retirar de Espanha e de Portugal centenas de expatriados britânicos, no caso de o sistema bancário destes dois países falir.
Cerca de um milhão de cidadãos britânicos vive em Espanha e em Portugal são cerca de 50 mil.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros está preocupado com os emigrados que investiram as suas poupanças nos países de adoção e que podem ficar desamparados, sem conseguirem levantar dinheiro e em risco de perderem as suas casas se os bancos exigirem o pagamento total dos empréstimos
Fontes do Ministério revelaram que está a ser encarado um “cenário de pesadelo” com milhares de britânicos sem dinheiro a dormirem em aeroportos sem meios para voltarem ao seu país de origem.
Entre os planos que estão a ser discutidos está a possibilidade de envio de barcos e autocarros para a região, bem como a possibilidade de conceder pequenos empréstimos a esses cidadãos em dificuldades. Apesar de Portugal e Espanha terem um sistema de garantia de depósitos bancários com cobertura total até ao montante de 100 mil euros, “os bancos limitam os levantamentos para impedirem as pessoas de pegarem em todo o seu dinheiro e saírem do país”.
Segundo uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros estes planos são
baseados na experiência de outras grandes evacuações, como por exemplo, a que foi levada a cabo em 2006 durante a guerra entre o Hezbollah e Israel, altura em quee o Reino Unido enviou navios para evacuar os expatriados do Libano.
“Parece uma história de terror, mas deve ser levada a sério” escreve El Mundo, num cenário que “fez soar o alarme na comunidade britânica que vive no nosso país, sobretudo em Marbelha e Málaga”. O diário de Madrid sublinha que tais revelações coincidem com a baixa de notação de 10 bancos espanhóis, decidida pela agência Standard & Poor’, e lembra ainda que a maior parte dos expatriados britânicos que vivem em Espanha são reformados que enterraram as suas poupanças em residências na zona costeira e que “foram grandemente afetados pelo rebentamento da bolha imobiliária.”

sábado, 17 de dezembro de 2011

E , MESMO ASSIM, A CULPA TEM DE SER DO SÓCRATES

FMI diz que crise está a “escalar”. A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, disse hoje que a crise não pode ser resolvida por “um só grupo de países”.
A crise está a “escalar” e tem de ter uma resposta global, disse hoje Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, no Departamento de Estado, num evento sobre a participação das mulheres em postos da administração pública.
Ainda segundo a responsável do FMI, esta crise não pode ser resolvida por “um só grupo de países”. Acrescentou, ainda, que “o risco de um ponto de vista económico é a retração, o aumento do protecionismo, e o isolamento”, tendo concluído o cena´rio deste modo: “Esta é exatamente a descrição do que aconteceu nos anos 30 e o que se seguiu não é algo que andemos à procura”.
Começar pela zona euro
Sobre por onde começar, Lagarde foi explícita: “Claramente tem de se iniciar [o ajustamento] pelo núcleo central da crise neste momento, que está obviamente nos países europeus, e em particular nos países da zona euro”. Alertou, no entanto, que há uma questão que tem de ser resolvida nestes países que são democráticos: os processos democráticos, por vezes, tornam difícil a resolução rápida do problema, havendo um choque entre as expetativas dos mercados e a realidade política.

ESTADOS UNIDOS CORTAM CRÉDITO À EUROPA

O presidente da Reserva Federal norte-americana garantiu dia 14 de dezembro a senadores republicanos que não tenciona lançar ou participar em medidas adicionais de resgate a instituições financeiras ou países europeus.
A Reserva Federal (Fed) disse quarta-feira (14 de dezembro), à porta fechada, a senadores Republicanos no Capitólio, em Washington, que não haverá envolvimento adicional direto ou indireto na crise da dívida soberana e bancária europeia.
Segundo participantes Republicanos afirmaram, depois, junto dos media norte-americanos, Bem Bernanke, presidente da Fed, terá referido que o banco central não tenciona ir para além do que já tem em campo em relação à crise da zona euro.
A Fed reanimou as linhas de swap em dólares em maio de 2010 que têm permitido ao Banco Central Europeu fornecer liquidez em dólares ao sistema bancário da zona euro. Ainda, recentemente, mais um acordo entre seis bancos centrais do mundo tomou medidas adicionais de facilitação desse mecanismo.
Bernanke terá reafirmado a posição dos EUA de não canalizar empréstimos adicionais para o Fundo Monetário Internacional (FMI), como processo indireto de facilitar recursos para uma intervenção massiva na crise da dívida da zona euro.
Alguns analistas sublinham que a Fed poderá dispor de mais um mecanismo indireto de intervenção na crise da zona euro, através de empréstimos a sucursais de bancos norte-americanos na Europa.
A estratégia de intervenção na crise da dívida da zona euro através do FMI tem-se toldado. Não só devido às posições públicas dos EUA, Japão e Canadá, como nas próprias hesitações e guerras intestinas entre os próprios proponentes do mecanismo, o que deixa os analistas fora da Europa ainda mais espantados e céticos.
O jornal alemão Süddeutsche Zeitung adianta que a chanceler alemã Ângela Merkel e o governador do Bundesbank Jens Weidemann terão declarado que o banco central alemão só participará com €45 mil milhões na estratégia de empréstimos bilaterais ao FMI num montante até €200 mil milhões acordada na última cimeira, se um número razoável de países não membros da União Europeia participar.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

CHINA DELENDA EST!

Como há muito venho avisando, vai ser ( é da História ....) por causa das contradições de classe ( sim , assim mesmo com esta terminologia comunista ) que a China vai lançar-se em guerra. Na verdade , como aqui há três meses mostrei num vídeo ( também da BBC) a falência da indústria numa cidade próxima de Xangai onde toda a gente devia a toda a gente, a china com mais de 100 línguas diferentes e dezenas de etnias é potencialmente ingovernável como uma nação una. Porque nunca o foi, nem é.
E quando o medo do politburo do PC chinês perceber que o seu poder está a romper pelas costuras sociais , aí vai ser tentado a arranjar sarilhos com os vizinhos.
Para que conste, estes não esperam outra coisa pelo que é natural que de Singapura à Austrália, ou da Indonésia às Filipinas nenhum país da zona gaste menos de 6%do PIB em armamento . Certamente não vai ser para estrelar no S.João.Vejam, que vale a pena ver e ler, a reportagem da BBC World "INSIDE CHINA'S LAND REVOLT" sobre como o PCC perdeu controlo sobre os pescadores da aldeia WUKAN, no Sul da China, em rebelião contra autoridades corruptas que confiscaram terras para a especulação imobiliária.
Quem disse que o povo chinês continuará a deixar-se amordaçar?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

GUERRA À VISTA

por Sérgio Lavos


Há meses que se vêm multiplicando opiniões e artigos repetindo a mesma ideia: as acções de Merkel e de Sarkozy estão a levar ao fim do Euro e, na pior das hipóteses, da integração europeia. Há quem sugira até que a paz do continente, construída sobre os escombros da Segunda Guerra Mundial, também está em risco. Basta olhar para a História para se perceber que não será uma ideia completamente absurda. A ascensão de Hitler na Alemanha foi precedida por uma instabilidade política crescente na Europa e por uma crise financeira de proporções mundiais, semelhante à de 2008. A instabilidade social será cada mais acentuada e as convulsões políticas irão suceder em catadupa. Isto numa área geográfica onde continuam a existir países - a Espanha, a Itália, a Bélgica, as nações da antiga Jugoslávia - assentes em frágeis uniões políticas de povos e culturas muito diferentes. Um barril de pólvora.

Mas Merkel não quer saber disso. A Alemanha - e o seu superavit - vai crescendo à conta dos défices dos países em dificuldades (sobre o tema, ver este esclarecedor artigo de Paul Krugman). A crise, de natureza sistémica, alastra progressiva, inevitavelmente, sem poupar economias fortes e consolidadas. A culpa não é, definitivamente, dos PIIGs. Nem sequer das dívidas públicas ou dos défices dos Estados. As agências de notação, como Helena Garrido faz notar neste artigo, já perceberam qual a origem da doença e ameaçam baixar a classificação dos países mais ricos da UE. O problema já não é financeiro, muito menos económico. É político. Como sempre foi, de resto - a economia não é uma entidade independente da vontade dos políticos, das decisões que os Governos tomam. Não adianta colocar tecnocratas não-eleitos nos países mais facilmente controláveis. Mais cedo ou mais tarde, as contradições de um rumo errado e perigoso irão bater à porta dos seus responsáveis.

O problema da União Europeia é simples: Merkel e Sarkozy, estranhamente recordando alianças franco-alemãs de outras eras. Não queria ir ao ponto de comparar esta dupla com a dupla Hitler-Pétain. No fim de contas, Merkel e Sarkozy foram eleitos democraticamente (sim, eu sei que Hitler também foi). E, dentro de pouco tempo, serão os dois corridos do lugar que ocupam. Mas as semelhanças não deixam de ser extraordinárias: um líder alemão forte e um francês fraco, que capitula perante a vontade e o poder germânicos, apesar de, potencialmente, a França ser tão importante como a Alemanha no mapa mundial. Se, durante algum tempo, poder-se-ia pensar que a condução desta dupla era simplesmente incompetente, agora podemos ter a certeza que as decisões são intencionais, têm um objectivo bem definido: os bancos alemães e franceses continuam a lucrar com as crises dos periféricos e com as regras de funcionamento do BCE, que impede que os países possam obter empréstimos directos a 1%, e as economias dos dois países são robustas. Os dois pouco têm a perder, qualquer que seja o desfecho da crise: se o Euro sobreviver, acontecerá sempre sobre o diktat alemão; se a moeda única desaparecer dos países incumpridores, e ficar restringida a um núcleo duro no Norte e Centro da Europa, melhor, acabam-se os problemas com os "indisciplinados do Sul"; e, se tudo implodir, incluindo a UE, das cinzas se reerguerá uma moeda alemã fortíssima.

Não, não é erro, não é uma desastrosa condução da crise; é intencional, deliberado, uma jogada de génio na óptica dos interesses franco-alemães. Criminoso. Os países mais fracos já deveriam ter começado a fazer o que se impõe: recuperar a soberania e, sobretudo, o orgulho nacional. Tem de haver limites para a humilhação que um país e o seu povo podem sofrer.

Adenda: Este texto de Luís Menezes Leitão fez-me lembrar de alguém que deveria ter estado no meu pensamento ao escrever o post. Não esteve porque politicamente é inexistente, esta figura. Chama-se José Manuel Barroso, e parece que é presidente de um qualquer órgão importante na UE. Portanto, temos um Coelho que amocha por cá e um Cherne que se cala e anui por lá. Nunca a expressão "membro passivo" se aplicou tão bem a um país, o nosso belo Portugal.

NOTA DE C.S.P. - Nas sociedades hodiernas é muito importante a informação. Por isso tenho feito o possível para publicar neste blogue o que de mais importante para Portugal acontece no mundo e nunca é tratado nos media portugueses. Isto, porque é com múltiplas fontes de INFORMAÇÃO que podemos construir o CONHECIMENTO. E é com o conhecimento que - através da cognição com todas as suas funções psicológicas incluindo a intuição - que  podemos PREVER. Mas prever não chega para seres pensantes : é importante prever ou antecipar para , em vez de termos de REAGIR podermos PROAGIR , ou seja, agir por antecipação.
Vem isto a propósito do que aqui tenho vindo a explanar. Portugal tem um PIB per capita anual para a defesa que ronda os 2.5%. È muitíssimo e com blindados e F-16 não nos defendemos de ninguém. Mas Portugal pode apenas com entre 0.5 a 1% do PIB construir um poderosíssimo exército de guerrilha efectivamente dissuasor para qualquer dos óbvios potenciais inimigos : basta que eles saibam que entram à vontade mas provavelmente vão sair na horizontal com os dois pés para a frente.

Acontece que os actuais ministros da defesa e dos estrangeiros têm medo de tocar neste assunto que envolveria o despedimento de centenas de oficiais generais dos três ramos das forças armadas: nenhuma força de guerrilha vive de oficiais de pantufas!

Por isso , porque aqui já expliquei o óbvio que, de resto, não é preciso inventar porque existe na Suíça ( que há duzentos anos não conhece guerras graças a isso ) e em Israel, é com raiva que chamo estúpidos e cobardes aos ministros das pastas supra-citadas.

Mas também, a nível individual muitos de nós - infelizmente não todos - podem preparar-se para o que aí vem. Será muito grave que o não façam e pior se o não fizerem  por culpa do nosso governo.