quarta-feira, 4 de agosto de 2010

DA SÉRIE TEXTOS QUE DÃO QUE PENSAR

• Baptista-Bastos, Ele, assim, não vai longe:


‘(…) Por duas vezes, em Espanha, [Pedro Passos Coelho] reprovou, com veemência, as decisões do Governo português em aplicar a golden share no negócio da PT-Telefónica-Vivo. Objectivamente, esteve ao lado dos espanhóis, materializando, com essa tineta fatal do neoliberalismo e das leis do mercado, os estados de incerteza e de angústia em que vivemos.
(…)
Ele fala de mais e, com perdão da palavra, pensa de menos. Nota-se-lhe a fragilidade do mimetismo doutrinário e, como síntese, a submissão às lógicas do momento, por absurdas que sejam (…).’

            (texto de Baptista-Bastos )

E OS MONGOIS JÁ SE PREPARAM.... e os russos siberianos também

Nazis de raça asiática

São nazis e ultranacionalistas, mas não brancos. Orgulho nazi está a crescer na Mongólia.

18:20 Terça feira, 3 de Agosto de 2010
47 comentários

Os novos seguidores de Hitler têm a pele mais escura
Usam com orgulho T-shirts com a cruz suástica, fazem a saudação nazi e apregoam sieg heil. No entanto, não são estereótipo da raça ariana. Os habituais rapazes de cabelo e pele clara, que sempre foram a imagem de marca do III Reich , estão a ser 'substituídos' por homens asiáticos de cabelo escuro.

Na Mongólia está a crescer um movimento ultranacionalista que defende a pureza da raça. Grupos como os Tsagaan Khass (Suástica Branca) dedicam-se ao ódio à influência chinesa, o país crescente da Ásia. Defender os cidadãos nacionais do crime estrangeiro é uma das máximas do grupo.

Dayar Mongol, destacado líder nazi no país, ameaçou mandar rapar o cabelo de todas as mulheres que durmam com homens chineses. Apesar de se definirem como um grupo não violento, os Tsagaan Khass admitem ser seguidores da ideologia de Hitler . "Somos contra o extremismo e o começo da II Guerra Mundial, mas admiramos a ideologia nazi. Preferimos o nacionalismo ao fascismo."

Mongóis vítimas do nazismo

A história recente mostra que os mongóis foram, mais do que uma vez, vítimas da extrema direita. Durante a II Guerra, todos os prisioneiros russos capturados pelo III Reich que pareciam ser da Mongólia eram executados. Nos últimos anos, em alguns países europeus, imigrantes mongóis foram perseguidos por grupos nazis.
Apesar de a maioria da população não seguir os membros dos Tsagaan Khass, a verdade é que há um sentimento anti-China, que vê o país como um inimigo imperialista.
"Embora a maior parte da população considere o discurso da extrema direita muito radical, há o sentimento de que a China pretende 'engolir' a Mongólia", defende Franck Billé da Universidade de Cambridge, que está a fazer investigação sobre a representação chinesa no país.

É por estas e outra assim que termino: DELLENDA CHINA EST!

ANTECIPANDO ATAQUES IGNÓBEIS!

COMO AGORA JÁ NÃO HÁ MAIS CASAS , NEM FREEPORT, NEM PANELEIRICES, NEM NADA A QUE DEITAR A MÃO, SUSPEITO QUE VAMOS VOLTAR A ASSISTIR NO PÚBLICO, SOL, EXPRESSO E DIÁRIO DE NOTÍCIAS, MAIS A TVI, A SIC, O CANAL 2 DA RDP E OUTROS ORGÃOS  ABAIXO DE IDIOTAS,  ONDE PULULAM JORNALISTAS COBARDES COMO AS PULGAS QUE MORDEM PELA CALADA ( DA NOITE ), AO RENASCER DAS IRREGULARIDADES ( ELES DIZEM LOGO ILEGALIDADES ) DO ENG. JOSÉ SÓCRATES SOBRE AS SUAS HABILITAÇÕES ACADÉMICAS. PORQUE O HOMEM VAI GANHAR AS PROXIMAS ELEIÇÕES, O ATAQUE ÀS " HABILITAÇÕES ACADÉMICAS VEM AÍ.
POR ISSO DECLARO JÁ QUE O HOMEM TEM O CURSO DE LICENCIATURA ( ANTES DE BOLONHA ) DE ENG. MECÂNICO  POR UMA UNIVERSIDADE PRIVADA QUE LHE FACILITOU TANTO A VIDA COMO FACILITOU A DOUTROS ALUNOS; TEM UM CURSO EM ENGENHARIA  SANITARIA TIRADO NA ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA ( UMA DAS MELHORES DO MUNDO ) , E TEM COMO PÓS-LICENCIATURA UM MASTER EM GESTÃO DE EMPRESAS PELO ISCTE ( OUTRA DAS MELHORES ESCOLAS PORTUGUESAS NA AREA.

TEMESIUNAMON; VOLTA A ATACAR

Segunda-feira, 2 de Agosto de 2010

outras notas sobre o jogo de hoje

"Jorge Jesus perdeu os cabelos brancos. Está mais loiro que nunca."

publicado por Rodrigo Moita de Deus

PS. - Será que as loiras continuam burras?

FRASES QUE DÃO QU PENSAR

Quarta-feira, Agosto 04, 2010





"Encerram o inquérito e têm lá 20 e tal perguntas que dizem que não puderam fazer por falta de tempo (…) é chamar estúpido ao povo português.".
                           ( Marinho Pinto , Bastonário dos advogados )

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A PROCURADORIA E O FLOP

Segunda-feira, 2 de Agosto de 2010

A receita e os flops do Ministério Público


A história recente do Ministério Público é feita de flops. A razão é simples: o MP é muito mais competente a trabalhar nos Media do que a actuar nos processos judiciais. O seu Estatuto estabelece que a sua acção está vinculada a critérios de objectividade e legalidade, mas há muito que o MP deixou de “jogar limpo”. A receita é sempre a mesma: arranja-se um ou vários suspeitos superstars, mistura-se alguns indícios dispersos (e muitas vezes irrelevantes), acrescenta-se convicções pessoais e encontra-se um crime espectacular. Como é óbvio, em qualquer político ou capitalista há de se arranjar, pelo menos, um destes crimes: corrupção, burla, associação criminosa, branqueamento de capitais ou tráfico de influências. Por fim, ficcionada a tese, envia-se por correio expresso (leia-se órgãos de comunicação social) para o tribunal da opinião pública que, num ápice, em jeito quase medieval e com grande rejúbilo, condena, na pena máxima e com trânsito em julgado imediato, o malvado responsável por todas as frustrações de uma sociedade. O problema é que do ponto de vista meramente formal o processo judicial continua… E aí é uma chatice! É preciso existirem factos, arranjar provas, submeterem-se ao contraditório, enfim... aquelas coisas chatas do Estado de Direito. No final de tudo, normalmente transita em julgado mais um flop do sistema de justiça português. Como é evidente, as culpas estão à vista de todos: a eterna falta de meios e, pelos vistos, agora, a falta de tempo. Pois claro! O que são 6 anos? Se para a sociedade são uma eternidade, para o MP são qualquer coisa como meia dúzia de dias…

Repare-se que a culpa nunca foi da incompetência de alguém. E, portanto, eu não posso deixar de me questionar: será que a competência dos Senhores Magistrados afere-se apenas pelo número de condenações em praça pública que conseguiram?

José Sócrates tem muitos defeitos. A meu ver, não é o 1.º Ministro que Portugal necessita, mas teve uma grande virtude: resistiu ao flop Freeport. Se não o tivesse feito, se tivesse caído aos pés das muitas Manuelas Mouras Guedes deste país, seria hoje mais um político derrotado, não pelos cidadãos que votam, mas sim pelo jogo estabelecido entre o MP e os Media (como sucedeu com outros: recorde-se, por mero exemplo, Leonor Beleza ou Carmona Rodrigues).

Só uma responsabilização dos incompetentes, só a punição daqueles que em violação dos seus deveres promovem condenações a priori na opinião pública, só o estabelecimento de uma verdadeira hierarquia na estrutura do MP e só o seu regresso aos critérios de objectividade e legalidade, permitirá que os Portugueses possam voltar a confiar na sua Justiça criminal. Até lá, culpados e inocentes continuarão todos enfiados no mesmo cesto, uns beneficiados e outros muito prejudicados pelos flops da nossa Justiça…


publicado por Francisco Proença de Carvalho

domingo, 1 de agosto de 2010

INTELIGÊNCIA E DESENVOLVIMENTO DAS NAÇÕES ( CONT. )

4- DISCUSSÃO SUMÁRIA DA METODOLOGIA E OUTRAS QUESTÕES

É claro que I.Q. and Wealth Nations (" O Q.I. e o Desenvolvimento das Nações" ) o livro de Richard Lynn ( prof. de Psicologia na Irlanda na Universidade do Ulster) e por Tatu Vanhanen (Prof. de Ciência Política na Finlândia na Universidade de Helsínquia  ) publicado em 2002 não podia deixar de dar polémica. E grande.
Desde logo por o segundo autor ser filho do Presidente da Finlândia e isso dar visibilidade à obra e sua tese. E qual é a tese do Livro?
Simplesmente esta: a escala da inteligência média dos habitantes de um  dado país anda a par com o desenvolvimento desse país e da taxa do seu PIB face aos outros países! Dito doutro modo, o livro não só estabelece uma correlação entre PIB nacional e Inteligência Nacional , como indicia uma relação de causa-efeito do género: quanto maior a inteligência do povo, maior o seu PIB.

E , a partir de 2002, os autores e o livro eram falados e contra-falados desprimorosamente desde o Times ( variadíssimas vezes), até à Sience.
Havia razões para isso. Na verdade, determinar o Q.I. dum povo é difícil desde logo porque é necessário controlar as variáveis controláveis todas ( e isso é difícil ) que não interessam ao estudo. Ou seja, sabendo nós que a educação, a organização familiar, etc, enformam o nível do desenvolvimento do Q.I. duma pessoa, não encontravamos esse controlo na obra dos autores.
Muitos trabalhos anteriores tinham, de facto, apontado algumas explicações para as diferenças nacionais em matéria de QI : rendimento, educação, níveis baixos de trabalho agrícola ( que é substituído nos países desenvolvidos por trabalhos que estimulam muito mais o cérebro ), o clima ( o desafio de sobreviver ao frio pode provocar o desenvolvimento da inteligência ), e até, a distância do país ao berço da Humanidade em África ( novos ambientes poderiam estimular uma maior inteligência ou os Homo Sapiens que mais longe do seu ponto de partida arriscassem chegar poderiam ser geneticamente os melhores ).
Mas havia pior  para os dois autores da obra: muita gente, cientistas e gente da cultura e da política rejeitava em absoluto que houvesse povos mais inteligentes do que outros pelo que os dados e os pressupostos do QI E DA RIQUEZA DAS NAÇÕES era rejeitado como uma afronta e uma ameaça. Tudo coisas muito comuns e velhas na história do conhecimento. Só que neste caso, maioritáriamente, esmagadoramente.

Mesmo quando os autores negaram que apesar de estabelecerem uma paridade de facto entre a posição de um dado país na escala mundial de inteligência e na escala do PIB per capita  no mundo, as críticas viraram-se para a metedologia utilizada. E foi numa desta discussões que eu tive acesso ao assunto. Dizia-se que havia países que não tinham estudos suficientemente abrangentes de Qi e os autores ripostavam que usavam técnicas mistas envolvendo as situções culturais de países próximos para estimarem um valor provável ( como indiquei no texto final do anterior post sob este tema); e que noutros países havia, mas embora em todos os números utilizados para o cálculo do QI fossem utilizados os aceites pela ONU, tinham os autores tido o cuidado de para todos construírem meta-análises a partir de todos os trabalhos de campo já realizados.
Mas os ataques continuaram.

Até que em 2006 é dado à estampa um novo livro dos autores com o título " QI AND GLOBAL INEQUALITY que aprofunda as teses do anterior. Este ainda é mais citado e o debate fica mais acirrado.
Insistem na tese de que os economistas da geoeconomia consideram como axiomático que todos os povos do mundo têm a mesma inteligência e isso é falso. Que existem enormes diferenças nacionais de inteligência que variam entre uma média de 67 na´´Africa sub-saariana a  105 na Ásia "tigre" das economias da Orla do Pacífico ( por favor vêr escala publicada no post anterior ). Que antes deles este tema foi observado e discutido sem tabus por gente como Max Weber ( na sociologia ), David Landes ( na História ), David McClelland (na Psicologia ) até fisiogeneticistas como Jared Diamond. Que os resultados do QI nacional dum povo tem uma correlação altamente significativa de 0.79 entre os resultados de testes de matemática e de ciências e os apurados para o QI nacional. Que o QI nacional é determinante para uma série de fenómenos sociais , incluindo a alfabetização de adultos (correlação de 0.64 ), matrículas no ensino superior (0.75 ), expectativa de vida (0.77, ou democratização (0.57 ).
Os autores propõe até que alguns destes fenómenos têm relações de causalidade recíprocas ou de feed-back positivo. Por exemplo, os países que têm alto PIB per capita , têm um QI elevado e ambos propiciam a estas pessoas que prestem uma boa educação e saúde aos seus filhos bem como uma boa alimentação, o que lhes permite aumentar a inteligência. Este é o princípio da correlação genótipo / ambiente aplicado a populações nacionais. E concluiram que o QI nacional é previsível a partir da composição racial da população. Assim os seis países do leste asiático ( China, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura ) têm todos um QI na faixa entre os 108 E os 105. As 29 nações europeias têm todas um QI na faixa entre 92 e 102, enquanto as 19 nações da áfrica subsariana têm um  QI entre 59 e 73.
Pretenderam assim mostrar que há uma coerência entre o QI das nações  quando classificamos e arrumamos estes QI em tres grupos raciais.

5 -HÁ  ESPERANÇA  PARA  PORTUGAL ?

No post que aqui publiquei em 23 de Julho e que torna este assunto compreensível, Portugal encontrava-se no 32º lugar entre 185 países ( vêr post anterior com o mesmo título ) e detinha um PIB per capita  correspondente ao 36º lugar. Praticamente equivalente.

Um dos elementos que levou muito boa gente a acreditar no interesse destes estudos radicava no carácter de validade e confiabilidade dos testes de QI aplicados e na profundidade do estudo estatístico bem como na fidelidade das escalonagens dos países por PIB per capita uma vez que foram utilizados os dados oficiais da ONU e suas organizações como o FMI que utilizam esses mesmos dados para as suas projecções macroeconómicas dos países. E outro aspecto a pesar muito positivamente, foi o conhecimento que a ONU tinha das variações no último centénio no que se refere ao " nível de inteligência dos povos " que sofreu variações praticamente "indexadas" ao QI: ou seja, o QI dos povos em cem anos tinha mudado muito e certos países mais que uma vez.
E embora mudanças do valor do QI tivessem ocorrido, verdade era que os testes uzados, sobretudo a Weshesler e as matrizes Progressivas de Raven tendiam a fornecer valores fiáveis e confiáveis ( Ver post anterior ) e saturadas do factor geral de inteligência ( o chamado factor G) , uma espécie de factor básico e subjacente aos outros factores de inteligência. Por isso eram e são testes válidos.

Voltando a Portugal , os autores colocavam-nos em 2006 ,entre 185 países, na 32º posição em termos de QI nacional e em 36º posição em termos de PIB.
Este agravamento não surpreende muito porque ocorre num momento de ressaca da anterior recessão ( mais marcada na europa do sul que no resto do mundo ) e não  "captou" o efeito de "décalage" no tempo que sempre ocorre quando se investe na instrucção (inglês, matemática, curcos de ciências e profissionais, alterações curriculares ) que conjuntamente com uma melhoria nas condições dos partos e apoio às crianças aconteceu em Portugal a partir de 2005 com o governo de Sócrates.

Mas, o mais importante foram os trabalhos do médico Cristopher Eppig e dos seus colegas da Universidade do Novo México publicadas na " Proceedings of Royal Society". Eles  mostram que os cérebros dos bebés absorvem 87% da sua total energia metabólica; nas crianças de cinco anos a percentagem é de ainda 44%, e mesmo nos adultos, o cérebro ( uns diminutos 2% do peso corporal - ao contrário dos bebés )  consome 25% da energia do corpo. Se suceder  qualquer forma de ocorrência que compita para obter esta energia, isto prejudica o desenvolvimento neuronal cerebral. É o que fazem parasitas, bactérias, vírus ou bacilos como os da tuberculose, e disputam-na de várias maneiras. Há mais de 60 anos que os médicos sabem que a tuberculose numa criança retarda o seu desenvolvimento físico; ficamos agora a saber que também retarda o seu desenvolvimento mental. Na verdade, qualquer parasita ( ténias e.g. que nos impedem de engordar ) ou outros agentes patogénicos disputam-nas de vários modos. Alguns alimentam-se dos tecidos do hospedeiro ( a criança ) ou apropriam-se do seu mecanismo molecular  para se reproduzirem. Outros, especialmente aqueles que vivem nos intestinos, impedem o organismo humano de absorver os alimentos ( é o caso da ténia intestinal ). E todos eles obrigam o sistema imunitário humano a entrar em actividade o que desvia os seus recursos da "alimentação" das zonas nobres, como o cérebro.
E sem cérebro convenientemente desenvolvido não há inteligência!

Nos países ricos , já foi detectado um aumento da inteligência desde os anos 50. É o chamado efeito Flynn, do nome de James Flynn que foi quem o descobriu. No entanto a sua causa era um mistério. Se Eppig tiver razão, a quase eliminação das doenças infecto-contagiosas ( designadamente desinterias ) nos países pobres - o que se faz com cuidados de saude e educação, vacinação, água potável e saneamento -  o efeito Flynn estender-se-á.
E, em Portugal passado que sejam uns dez anos poderemos estar ainda melhor.

Entrei no partido socialista pela proposição e assinatura de dois candidatos a secretário geral. Um deles foi Guterres de quem sou amigo e que é um dos melhores homens que conheci em privado e que , até há pouco, considerava um dos piores primeiro-ministros  de Portugal. Mudei de ideias. A sua paixão pela educação e pela saúde está a dar frutos e a de Sócrates também vai dar. Eles parece que intuiram.

Apesar de muito refutadas pelo medo do racismo, estas novas ideias vêem produzir um enorme salto qualitativo nas ciências económicas e na geopolítica. Ficamos todos a saber porque é que os países a abarrotar de divisas mas sem terrenos aráveis (como a China , Arábia Saudita, Índia ) andam a comprar biliões de hectares de terras aráveis de países pobres mas com terras férteis; ficamos também a saber que mais que nunca a disputa de terras ( atenção Rússia que a tua Sibéria vai obrigar-te a voltares-te para o Ocidente anti-chinês ) e  que a guerra pela posse de água se vai agudizar ( Portugal precisa que a Espanha lhe não coma a água dos seus rios internacionais que são os quatro maiores ). Tudo junto, isto é simplesmente a maior revolução na economia desde Adam Smith! Tudo junto, a política de privatização das águas tão cara a Pedro Passos Coelho, as questões da eduacação e da saúde que de facto Passos Coelho quer privatizar, têm de ser seriamente discutidas calma mas frontalmente.

E, bom seria que as agências de rating de países soberanos tivessem conhecimento disto para fazerem as suas contas, porque sem este tipo de informação são simples agentes especuladores de conhecimento virtual da economia, de que me apetecia, já agora, ser acionista maioritário: sempre poderia comprar o meu iate e o meu avião privados - até começarem os sarilhos.

E é aqui que entra Spengler e Toynbee com que iniciei este ensaio sobre o crescimento e o declínio das Nações: no fundo - e eles ainda não o sabiam - a questão parece ser mais ou menos assim. A fase nascente a que Spengler chamava fase cultural, a aposta dos povos em crescimento faz-se no esforço da regra, no esforço da ordem, no esforço da limpeza, no esforço do trabalho, no esforço da competição transparente, no esforço da moral aceite, no esforço duma educação universal, no esforço dum conhecimento de experiencias feito, num esforço de melhor saude, num esforço de mais e bom esforço...e a inteligência cresce e com ela o desenvolvimento; mas na fase civilizacional o esforço dá lugar ao facilitismo e a esburacadas teorias de enjoy the life com muita porcaria física, de valores, de facilidades ( onde alunos não chumbam), de merda pura...,de burrice , e de incapacidade para reagir porque o esforço foi abolido.