sábado, 17 de abril de 2010

CAVAQUINHO PRESIDENTE OU PRESIDENTESINHO CAVACO ?

1. Há largos meses que venho aqui assinalando as imensas dificuldades do meu país, Portugal.
Na verdade, Portugal tem um sector exportador ainda fraco ( e é só com este e não com o aumento interno do consumo ou o investimento público que podemos contar ), uma dependência significativa das  receitas turísticas, uma progressiva e inexorável queda das remessas de imigrantes e outros fluxos centrípetos. Estes factores limitam o montante da dívida que podemos contrair e isso faz com que , na presença de choques adversos, como a crise grega, o aumento do crude e gás, ou o proteccionismo internacional ( em Espanha está a desabrochar ), o nosso Governo não possa emitir dívida a taxas de juro razoáveis, vendo-se obrigado a subir impostos e a cortar despesas. É isso que vai acontecer nos próximos anos mesmo que os impostos sejam pagamentos de todas as SCUTES ou o definhamento da ADSE.

2. Aqui há anos, por volta da crise de 1991, eu pensava que Portugal já estava a definhar sem ter disso a mínima consciência e pensava que , feitas as contas ao impacto na UE dos países do Leste Ex- Comunista( com os seus cidadãos robotizados por três gerações de condicionamento psicológico totalitário e aceitação da escravatura no trabalho ), das alterações geopolíticas pós a degenerescência dos sovietes, e da entrada da China e Rússia na Organização Mundial do Comércio em 2000, Portugal - se tivesse um governo autoritário e estratega como o foi o do eng. José Sócrates enquanto o deixamos governar - recuperaria a curva de desenvolvimento lá para 2013 . Disse isto, com as devidas explicações, a pessoas que me perguntavam como é que eu achava que o país ia evoluir. E todos achavam que eu era um pessimista resistente e resilente.

3. Todavia estava a ser optimista porque tão cedo não vamos sair dum progressivo empobrecimento relativo. Enganei-me porque nunca me passou pela cabeça que ocorresse o 11 de Setembro, que os USA e a UNIÃO EUROPEIA tolerassem o protecionismo CHINÊS sem ripostarem ( que fracos líderes temos no ocidente! ), e que a GRANDE DEPRESSÃO nos apanhasse em cheio a meio da recuperação financeiro-económica.

4.Mas a viagem do nosso Presidente à República Checa do inefável Presidente Vaclav Kaus que por duas vezes e em dois dias seguidos insultou Portugal na presença do seu Presidente Cavaco Silva sem qualquer resposta deste é mais um falhanço de previsão minha parte que mostra como as coisas - por falta de quem nos afirme em Bruxelas - podem ainda tornar-se piores. O senhor checo acha que Portugal devia estar nervoso por ter o défice de 9%, não percebe como é que os portugueses lá chegaram e pede aos jornalistas portugueses para não o dizerem lá porque seria mau exemplo para os checos que não devem ser contaminados com raças que não trabalham.
Isto até pode ser tudo verdade e eu posso dizer isto a outro qualquer português e ele a mim. O que não pode acontecer sem resposta, é um checo atravessado, em recepção oficial vir dar-nos lições de moral.

5. Quem é este Vaclav?. É o petulante que mal entrou na UE se lembrou de vetar, se não lhe dessem contrapartidas, o Tratado de Lisboa? É sim, essa besta que não reconhece a mão do dono.
É o professor que aceita dar aulas comunistas numa universidade comunista, sem nunca ter protestado contra a invasão soviética do seu país? É sim, esse cobarde.
É o mentor da emigração das prostitutas que - para não aumentarem o défice que vai em 5%, vieram para Portugal e para a Europa Ocidental prostituir-se, ou mostrar os seus dotes...artísticos, nos filmes pornográficos? É sim, esse libidinoso dos euros a qualquer preço.
É o Presidente de um país de corruptos que vende ao seu aliado militar Portugal cerca de quinhentos PANDUR ( carros de combate que vieram substituir as Chaimites que eram produzidas cá, na Metalúrgica Duarte Ferreira), e que na sua maioria não se movem e não servem para nada?
É sim, é esse inconfessável aldrabão.

6. E que faz Cavaco Silva perante os insultos à Pátria?
Na televisão vimos o seu ar. Como classificá-lo? Eu não sei, mas parece-me o "ar" de alguém entre a perplexidade e a falta de jeito para mastigar bolo-rei ou deglutir um insulto e responder à letra.  Um Chefe de Estado tem de estar preparado para isto e este não está.
É em alturas destas que lembro o Rei de Espanha: -"Porqué no te callas?".
E eu, de repente, já decidi: vou votar em Fernando Nobre para as eleições presidenciais. Sendo monárquico, soube ser solidário toda a sua vida e trazer essa solidariedade para Portugal a pedido dum ministro da saúde socialista de quem fui assessor -Maldonado Gonelha - e o foi buscar à Bélgica; sendo um cidadão do mundo, sabe ser um PATRIOTA; sendo cordato, sabe sempre ser firme - como observei com os meus olhos na sua relação com o ministro PPD Arlindo Carvalho ; sendo um cidadão, jamais deixou por mãos alheias uma permanente intervenção na Coisa Pública, na Polis!

E a propósito, Delenda Madeira e China est!.


quinta-feira, 8 de abril de 2010

O DILEMA ÉTICO NO COMBATE à FRAUDE

Vou ser - mais uma vez -  politicamente incorrecto, já que os consabidos politicamente correctos são geralmente mentirosos e sempre cobardes.
O texto que vão lêr a seguir é assinado pelo jornalista Michael Olsen e é sobre o combate às fraudes contra o Estado na DINAMARCA.
É que eu não acho que a delação referida no artigo seja eticamente reprovável. Pelo contrário. Se o Estado é a forma superior de organização duma sociedade e é indispensável para a (sobre)vida dos seus elementos - as pessoas - então os crimes contra o Estado DEVEM, eticamente, ser combatidos até por meios que em teoria, e vistos isoladamente, seriam eticamente muito reprováveis: a delação,e.g..
É que quando no plano ético dois comportamentos se chocam entre si, prevalece como ético aquele que defende os interesses superiores, o maior dos quais é a protecção das pessoas com a sua organização social. E quando numa sociedade a fraude generalizada põe em causa as regras de protecção das pessoas ( da habitação à saúde, passando pela segurança física que polícia e exército proporcionam ) por exaustão dos meios financeiros, então a delação até é o menos agressivo dos comportamentos ( homeostáticos ) de correcção.

O que vão lêr passa-se na terra em que o rei ia nu. Imagine-se se fosse cá:



"A exemplo de Copenhaga, cada vez mais municípios dinamarqueses convidam os habitantes a denunciar fraudes sociais dos vizinhos. Uma ameaça para o Estado de Direito, denuncia o Politiken.

Como muitos outros políticos e funcionários municipais, o presidente da Câmara Municipal de Copenhaga, o social-democrata Frank Jensen, afirma que as fraudes sociais, que se tornaram correntes, custam milhões de euros por ano aos municípios. Em breve, os habitantes de Copenhaga terão, pois, a possibilidade de apontar os infractores, num site de Internet criado pela Câmara Municipal. Poderão denunciar o vizinho que parece receber apoio social e estar ao mesmo tempo a trabalhar clandestinamente. Ou a vizinha do lado, que continua a receber subsídio de pessoa só quando já não vive sozinha. “Sei perfeitamente que é uma forma de intromissão na vida privada das pessoas. Mas ainda que a denúncia não deva ser o principal aspecto desta iniciativa, temos de redobrar a vigilância em relação a esta calamidade social. Custa muito caro todos os anos e pôr termo às actuações dos que acham que podem ficar com tudo através de meios fraudulentos é um dever que temos para com os cidadãos honestos. E são cada vez mais numerosos os abusadores”, declara Frank Jensen.


Na Dinamarca, os serviços de delação aparecem assim pela mão da administração municipal. Cada vez mais municípios consagram uma parte importante do seu orçamento na luta contra a fraude social. Os efeitos são rápidos: o retorno do investimento é amplamente garantido. Copenhaga espera que os seus oito controladores especiais farão economizar 18 milhões de coroas à cidade (2,4 milhões de euros). Em Horsens, Fureso e Gribskov, até foram contratados novos controladores. Gribskov vai convidar os cidadãos a juntar uma fotografia do infractor – ou adicionar uma referência ao seu perfil no Facebook. “Podem acusar-nos de irmos até ao limite da ética, mas qualquer um pode consultar o Facebook”, defende-se Anette Larsen, que supervisiona os controladores de Gribskov. Sublinha, no entanto, a necessidade de tratar com muita prudência as informações anónimas relativas à fraude social.


Não é raro haver retaliações de ex-vítimas de delação. Os principais actores permanecerão, por conseguinte, os empregados municipais, que poderão investigar a fraude social, recolher indícios e seleccionar as informações susceptíveis de revelar a verdade. Como, por exemplo, o facto de um pai de família continuar a ter os filhos num jardim infantil social do Norte da Zelândia, quando se mudou para a Jutelândia. Neste exemplo, é conveniente proceder a algumas averiguações, porque o homem talvez apenas tenha mudado de residência no papel. “Não está previsto que a delação constitua a chave-mestra da nossa intervenção. Não é essa, de forma alguma, a nossa intenção. Mas é necessário reconhecer que não chegaremos nunca a esclarecer certos processos sem a ajuda da população”, explica Janne Nielsen, responsável pelos controladores da comuna de Frederikssund.
Mas quando os cidadãos são convidados a denunciar uma fraude social constatada na sua área, o Estado de Direito fica em perigo."



CHEGOU !

Pois é. Ontem ameaçou, mas o vento não autenticava.
Hoje, às 9 da manhã, uniram-se para dar início à "saison".
Até o mar que estava de piscina e a água a 19.
Chegou!

E ao almoço sardinhas (gordinhas), batatinhas novas do Portugal antigo e sargaceiro que alimentava a terra,...e pimentos com azeitonas.
Tudo regadinho  com azeite de Trás-os-Montes.
Sentem o cheiro não sentem?

sábado, 3 de abril de 2010

QUARESMA III

Dificilmente poderia ser pior.
A vaga escandalosa de casos pedófilos que se está  a abater sobre a minha Igreja Católica deixa os membros da Igreja envergonhados.

É preciso, no entanto não correr a encontrar causas espúrias que nada resolvem neste horrível caso. E o primeiro é a tentativa de os "explicar" , que não justificar, pela abstinência sexual a que são obrigados os sacerdotes numa época histórica em que o sexo é uma obsessão consumista. A líbido, para cujo conhecimento  Freud e a psiquiatria tantos contributos deram, não tem a mesma força em todas as pessoas, sendo certo que para muitas é tão baixa que não pede válvula de qualquer escape. E, para todos os que sejam submetidos à normal pulsão da mesma, o mecanismo inconsciente de sublimação é importante.
Por isto e muito mais, não se cura  a doença e o pecado que é o comportamento pedófilo casando os padres.

Por outro lado, se refletirmos um instante veremos como esta ideia é ainda mais injusta:  há pessoas que não têm filhos e se preocupam com as crianças e há pais entre os piores abusadores de crianças.

Domingo de Ramos  já teve o nome de Domingo da Indulgência, dos Competentes ou dos Postulantes  porque eram estes os cristãos que estando  melhor instruídos, eram admitidos ao baptismo. Chamava-se também Domingo de Lavacabeça porque a cerimónia baptismal se fazia lavando a nuca. E também Domingo Florido  porque neste domingo se levavam ramos de oliveira, e depois de palmeira, benzidos. É  assim  que os castelhanos que primeiro aportaram ao sul dos USA lhe chamaram Florida corria o ano de 1513, porque era Domingo de Ramos.
A importância deste tempo de recolhimento para os católicos era total: durante centénios, eremitas, clérigos ou não, recolhiam-se ou retiravam-se para algum lugar deserto depois de terem participado na Procissão de Ramos preparando-se para o Domingo da Ressureição. Refiro isto para mostrar como a Páscoa que significa "passagem" da Morte para a Vida, como  do pecado para a condição de Filho de Deus é o momento mais apropriado para um pedido explícito das culpas que à Igreja cabem ao longo de séculos e que não se ficam pela pedofila.




sexta-feira, 2 de abril de 2010

DAR A OUTRA CARA

A história da possível corrupção na compra de submarinos está de volta.
Prometo não fazer dela uma guerra de guerrilha permanente contra a direita mais estúpida do mundo ( a portuguesa )e a estrema-esquerda mais estúpida do mundo ( a portuguesa ) - tal como são consideradas lá fora, no estrangeiro europeu.
Mas lá que o caso Universidade Moderna não se compara à facilidade do curso de engenharia numa universidade privada de Sócrates; nem o caso do Casino de Lisboa se compara com as casas de mau gosto que Sácrates assinou: nem que o Caso Portucale se compara com uma licença de obras para o Freeport ; nem que o caso dos Contratos de Defesa todas, e o dos Submarinos em especial têm nada a ver com um  negócio que não se fez e em que o eng. Sócrates provavelmente mentiu ao dizer que não conhecia. Para já não falar do Caso Moderna, dos Bancos BPP,BCN etc, etc.- lá isso é verdade.

E já agora, Delenda China e Madeira est !

quinta-feira, 1 de abril de 2010

RELIGIÕES

Sou católico.
Mas antes disso sou cristão.
Por isso mesmo gosto de brincar com as subtilezas do que nos transcende. Cristo é uma figura histórica, devidamente provada na sua existência pela ciência, designadamente a arquelogia, que também provou que o que os Antigos e Novos Testamentos referem , tais como locais ou acontecimentos,  existiram mesmo.

Uma das forças que com mais eficácia exerceram sobre mim o tropismo de me manter dentro do cadinho religioso que me enformou e informou, foi justamente a dimensão de esperança,  alegria e sobretudo liberdade ( que não libertinagem )  apregoadas por Cristo em numerosos textos e conductas.

É por isso que acho que Cristo feito Deus ter-se-ia sorrido de algumas histórias aqui contadas - porque Cristo tem sentido de humor -que é  o contrário da falta de esperança e da alegria e da liberdade que perseguimos.

Por que, a partir de amanhã ( Sexta-Feira Santa ) seria de mau gosto e falta de recato contar anedotas religiosas aí vai mais uma:
Perguntam a um monge Zen:
-"Mestre, diga-me, o que há depois da morte?
- Não sei - responde o sábio.
-Pensava que o senhor era sábio...
-Sábio talvez, mas morto não".

Ou esta que era contada pelo Arcebispo Anglicano Wiliam Temple e que é lembrada pelo teólogo Juan José Tamayo, no seu livro  "LA  SONRISA  DIVINA ":
-" Sabe o que é um filósofo?É uma pessoa que passa a vida fechada num quarto escuro, tentando encontrar um gato escuro com olhos pretos.
E um teólogo?
-É uma pessoa que passa a vida fechada num quarto escuro, tentando encontrar um gato negro com olhos negros, que não existe".

Tamayo escreveu-o em 1975 no livro TEOLOGIA, o que lhe valeu a excomunhão pelo Vaticano. O que me apetece comentar é que a Congregação para a Doutrina da Fé ( onde ainda não estava o actual Papa) era muito séria. E como aprendi, ao longo da vida como psiquiatra, que quem não sabe rir não é serio  é que aquela específica Congregação não me mereceria avaliação positiva sobre seriedade.

E, porque, partilhar o humor das diferentes religiões é revolucionário no sentido de que promove a sua união, lembro que nasci num mundo em que só havia uma religião e todas as outras eram muito más!.
Como dizia Freud que cito mais uma vez, " fazemos humor com o que nos aterroriza!". Como é obvio.

BIAL

Entrou hoje nomercado farmacêutico um novo medicamento anti-epilético, o ZEBINIX, descoberto e produzido pela farmacêutica portuguesa BIAL.
Tive a oportunidade de seguir bastante de perto o imenso trabalho que terminou neste momento: rigor, talento, perseverança, sentido do risco, captação da intuição que brota e ou é "pescada na hora" ou se perde para sempre - ou seja, tudo o que tem sido muito raro no modo de ser e de fazer português.
Parabéns.

E já agora Delenda China e Madeira est !