quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A FRASE DA SEMANA

Disse  Belmiro de  Azevedo  à  SIC:

"O Bloco DE Esquerda ... é um senhor que é uma espécie de Vasco Gonçalves com trajes do bispo Macedo ( da IURD )."

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

ELEIÇÕES III

(  citado do livro de Gonçalo M. Tavares "O Sehor Kraus ")



Sobre um governo Iluminado


" Os ministros eram tantos que nas reuniões gerais era necessário contratar um daqueles funcionários dos cinemas cuja função é levar o espectador até ao seu lugar marcado.
Como o conselho de ministros, por tradição secular - tal como nos filmes - decorria às escuras, o funcionário com a sua lanterna era ( literalmente ) o único que via algo à sua frente.
Cada ministro chegava e o funcionário conduzia-o, sempre guiado pela lanterninha, através de várias filas, até ao seu lugar no conselho de ministros. - nesta fila, a terceira cadeira a partir de lá.
Pedindo desculpa aos outros ministros, o recém-chegado lá ia, mais pisadela menos pisadela, para o seu lugar.
Depois de, pelo som, localizarem o Chefe, a reunião começava.
Sentado na sua cadeira habitual, curvado sobre si próprio, o senhor Kraus preparava as próximas crónicas e escrevia no caderno algumas notas."

( Apesar deste texto ser de 2006, será que o escritor se referia à primeira, ou segunda, ou outra qualquer reunião de conselho de ministros, após as eleições ganhas pelo nosso Trotsky  Anacleto Louçã, isto porque, como prossegue o escritor :)

"Lá chegou o legislador aos saltos: encontrara uma formulação para um decreto que parecia atingir o objectivo: fazer uma lei que não prejudicasse ninguém.
- E qual é essa formulação, caro legislador?
É simples. Ela aqui está.
 E leu:
«Esta lei decide que esta lei não decide nada.»
- Mas isso é uma lei?
- Se esta frase - porque no fundo, excelência, as leis são frases -, se esta frase for editada como decreto de lei passa a ser um decreto-lei.
- «Esta lei decide que esta lei não decide nada» - murmurou o Chefe para si próprio, como quem repete um verso que o fascina.
- É uma lei absolutamente moderna, não lhe parece?
- Sim, parecendo uma lei conformista, é afinal uma lei drástica.
- Porque as pessoas...- ia a dizer o Chefe, mas calou-se.
- Sim, mais precisamente: o que todos querem é que nada mude, mas que a vida melhore.
- Ah, não vai ser fácil.
- Não. Mas se continuarmos nesta linha de leis, há uma série de variações que se podem desenvolver. Por exemplo:
«Esta lei decide que se pode fazer de uma maneira ou de qualquer outra.»
Que tal? Não é uma lei que também se enquadra no objectivo de fazer leis que não levantem qualquer protesto? «Esta lei decide que se pode fazer de uma maneira ou de qualquer outra.» É uma brilhante formulação, desculpe-me a imodéstia.
- Sim não é má. Mas eu sempre gostei de fazer leis concretas, objectivas, que as pessoas percebam.
- Oh, Chefe, não seja teimoso.
  

terça-feira, 22 de setembro de 2009

ELEIÇÕES II

( citado  do livro " O Senhor Kraus", de Çonçalo M. Tavares )
No dia seguinte às eleições, no Café, na mesa do costume, o senhor Kraus apontou no seu caderno:

" No contacto com a população mais simples, alguns políticos dão beijos na cara como quem do cais diz adeus ao barco que parte para nunca mais voltar".

( apesar de datar de 2006 será que o escritor estava a gozar com o Paulo Portas? )


E depois:

" Depois de uma campanha eleitoral animada, a grande vantagem de qualquer eleição democrática é a de o povo sair , finalmente, da sala de estar dos políticos.
É uma sensação de alívio que alguns eleitores descrevem como semelhante ao momento em que uma dor intensa, por qualquer razão obscura termina".

( apesar de datar de 2006 será que o escritor quis dar de ladeco à drª Manuela? )

E adiante:

" Os políticos, quando beijam velhos cidadãos, lembram a primeira dentada tímida do verme do corpo que já não tem meios para a fuga nem porta de saída ".

( apesar de datar de 2006 é uma indirecta do autor ao senhor Jerónimo de Sousa? ).

AS ELEIÇÕES I

AS ELEIÇÕES I


(citado do livro de Gonçalo M. Tavares, “ O Senhor Kraus”)


As Sondagens

As eleições aproximavam-se e as sondagens não eram boas para o Chefe.


- A questão é esta - disse o Chefe -, quando um indivíduo, mesmo em plena posse do seu cérebro, diz que a sua opinião é para a esquerda e não para a direita, quem nos diz a nós que ele não pensa exactamente o contrário?


- É uma questão que se pode sempre pôr.


-Mais - prosseguiu o Chefe - Quem nos diz que quando ele diz que quer ir para a esquerda não quer ir afinal de contas para a direita?


- Já tinha pensado nisso - murmurou um Auxiliar.


- Eu também já tinha pensado nisso - acrescentou o outro.


- pensámos ao mesmo tempo - concordaram os dois.


- A minha teoria sobre as sondagens da opinião é, pois, em primeiro lugar, a seguinte - e passo explicar...
Os dois Auxiliares haviam já colocado o rosto, por completo, em pose de orelha.


O Chefe avançou:


- Não basta receber a opinião da população. É necessário interpretá-la. Mesmo quando só escrevem uma cruz: o que significa essa cruz? Cada opinião pessoal deverá ser interpretada à lupa, por especialistas.


- Que são...?


- Que são aquilo que designo como especialistas do Eu.


- Especialistas, portanto... - murmurou o Auxiliar - ... no estudo da mente humana, da personalidade...


- Quem falou de humanos?! - ripostou o Chefe, carregadando depois na primeira palavra.- Eu disse: especialistas no Eu. No Eu, percebem?!


- Ah, especialistas em Vossa Excelência, no Chefe.


- Ora aí está! Finalmente! E qual o melhor especialista no Eu, pergunto Eu? Quem está mais habilitado para interpretar a subjectiva opinião dos indivíduos altamente subjectivos deste país. Qual o melhor especialista no Eu?


- Vossa Excelência? - arriscaram os Auxiliares.


- Exacto Eu! Eu! Eu é que vou interpretar objectivamente a opinião subjectiva das pessoas.


- Bravo! Eis a ciência.



( tenho uma dúvida: será que este texto do supra-citado escritor, embora de 2006, é piada para Sua Exª o Senhor Presidente Cavaco Silva? )

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O Nosso Trotsky Anacleto Louçã

Palavra de honra, para quem não leu o programa do grande educador das classes burras, aqui fica o essencial do programa do Bloco de Esquerda :
Proibição de ovos de galinha de bateria.
Todos os cães e gatos obrigados ao uso de um microship.
Nacionalização da Banca.
Proibição dos rodeos!!!
Nacionalização das Seguradoras.
Nacionalização da EDP.
Obrigação da partilha do trabalho doméstico e do cuidado com as crianças.
Manutenção e ampliação da rede de iluminação pública como forma de se restringir os espaços que são perigosos.
Redução do número de disciplinas e da excessiva carga horária imposta aos alunos.
Instalação de câmaras de vídeo nas esquadras.
Rejeição das patentes de software.
Eliminação dos benefícios fiscais nos PPR e das deduções fiscais na Educação e na Saúde.
Palavra de honra que isto está lá escrito e é verdade. Já agora tenho uma pequenininha dúvida: com a redução das disciplinas e da carga horária de cada uma delas , o que faz o Bloco com o excedente de professores, despede-os?, põe dois por aula?, manda os remanescentes para guias de museus?, põe-nos no quadro   de disponíveis?, envia-os em meditação para Katmandu?, faz equipas de futebol de onze para ensinarem o lado lúdico da escola aos alunos durante os " furos "?, desloca-os para  " sessões de esclarecimento " por essas aldeias reacionárias, ao estilo do mais proficiente PREC ?
Ou pega neles, e põe-nos a furar orelhas a cães e gatos para lé enfiarem ships?
Ou, põe-nos a pregar câmaras de vídeo nas esquadras?
Ou, manda-os ler todas as patentes para excluir as de software?
Ou manda os de matemática caçar a burguesia que mete PPR ao fisco?
Ou manda os de física inspecionar a rede eléctrica?
Ou os de biologia exterminar os ovos de galinha?
Ou os de filosofia ensinar os pais a partilhar a educação dos filhos?
Ou os de educação física  empurrar todos os anteriores citados para as respectivas novas tarefas?
OU....?

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Fuck you - ou o meu MANIFESTO ANTI YOU

O  Alberto..., o João jardim, o da Madeira com bicho, o jardim das flores carnívoras, o idiota das ilhas, o imbecil do arquipélago, disse e eu ouvi, mas julguei que ouvi mal até vir num jornal e ser confirmado numa gravação televisiva : Fuck them!
O them eram os continentais, ou seja era eu, também.  Ao seu lado, e nada embaraçada porque não é barra em inglês que se aprende bem na insularidade da homossexualidade britânica, sua Candidadta ( é assim que a senhora fala, que querem?) Manela, não me defendeu.
Ora portanto, eu quero aqui dizer que me fartei de ser insultado por esse  Alberto.
Porque o Alberto cheira a merda!
Porque a merda do Alberto é verde, de biliosa!
Porque a vesícula do Alberto já não atina com as bebedeiras do Alberto!
Porque o alcool que o Alberto ingere, já recusa ser exportada para a ilha do Alberto para não ficar com mau nome!
Porque o Alberto é um in ( continente ) que se mija todo quando vê uma bata branca de médico!
Porque sempre que o convidam a inaugurar mais uma sanita do hospital do Funchal recusa, porque pensa que é para o internarem no serviço de psiquiatria!
Porque como um doido verdadeiro  pensa que os outros é que são doidos!...
Porque quem  é continente só pode ser doido, pensa ele!....
Porque acha que as fraldas  que lhe põe de manhã, são para as hemorróidas que lhe apareceram quando era amigo daquele inglês!
Porque é impotente como muito bem sabe a criada do palácio regional!
Porque, justifica ele, não tem culpa de ter o pénis curto e desaparecido, sem ser em combate, dentro do escroto caído, como muito bem sabe o motorista do governo!
Porque há-de morrer de enfarte de miocárdio, depois de quinze anos  de insuficiência cardíaca, como JÁ LHE DEU DE AVISO  o seu médico assistente, o bruxo do chão da lagoa!
Porque o homúnculo do Alberto peida-se!
Porque anda cheio de medo que a Comissão Europeia se lembre de taxar o grau de metano que os peidos dele emitem, com efeito estufa!
Porque é sabido que a mulher já esteve em coma numa noite em que o alcool ingerido exigiu a companhia de cajú, e a senhora ficou intoxicada como morta, com metano e monóxido de carbono!
Porque a filha do jardineiro já lhe disse que só o deixa roçar as beiças dele pelo arminho dela, quando ele tomar banho com o Stalone a esfregar-lhe o corpo com pedra-pómus!
Porque quando vier a revolução ele não vai querer ser guilhotinado!
Porque o gajo anda a roubar os contribuintes que são continentes, para fazer inaugurações que ainda por cima empregam gente não produtiva, a quem a gente tem de pagar, ad eternum, os ordenados mensais!
Porque no Far-West toda a gente sabe que os ladrões de cavalos são garrotados, quanto mais os cágados de medo!
Porque VEx. é do tempo  das ditaduras, quando as questões de honra se resolviam queirosianamente com uma bengaladas: Queira V.Ex. experimentar apanhar os ares do mar em Vila do Conde, onde poderemos resolver a coisa com a elegância que merece: à bengalada! 
Fuck you!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ESTRATÉGIA NACIONAL

Estamos  em vésperas de eleições legislativas, tempo que me parece o mais propício para que os candidatos a governarem-nos digam como querem governar-nos. Ou seja, digam, antes de mais, qual é a estratégia para o desenvolvimento de Portugal.
No seguimento do "post" anterior onde vaticino uma próxima grande guerra, mas também digo que ela pode ser ainda evitada desde que tomemos as necessárias medidas, cabe agora dizer como é que, geopolíticamente, podem entender-se as prioridades nacionais. Ou seja, se me sairem os 180 milhões de euros do euro-milhões, onde é que, em Portugal, devo investir para meu bem e do meu país?
Creio que há quatro áreas que o país pode e deve desenvolver, se quer sobreviver:
1- Em primeiro lugar a reconstrucção da floresta ( sabem, os meus dois leitores e meio, que 70% da área agro florestal do país não tem dono porque os donos nem sabem que a têm?) e da sua fileira para as indústrias a jusante, principalmente a do mobiliário e a da pasta de papel. Resulta isto da orografia do território, do carácter de erosão das terras, do conhecimento da relação com a floresta que historicamente possuímos, e do clima ( está tudo explicado no "post" anterior). Para isso será necessário uma reordenação do território.
Este verdadeiro reordenamento e emparcelamento do território, abriria caminho ao segundo sector a explorar.
2- E... esse sector é o do turismo de  qualidade, e nunca de massas. Aqui, a costa alentejana, a costa do oeste e do norte de Portugal, ainda não destruídas, complementar-se-iam com florestas e lagos (artificiais como os das barragens ) do interior. O turismo da terceira idade com as suas componentes religiosa, do património e da cultura, complementar-se-iam, ao mesmo tempo que se preparava a óbvia atracção futura do turismo por terras "limpas".
3- Terras de energias limpas porque renováveis. Aqui estaria o terceiro polo a desenvolver: energias renováveis, com a tecnologia de ponta de que dispomos para os ventos, o sol e as águas - quer dos rios quer do mar.
4- O mesmo mar, que por si só, se constitui um " cluster "( já mais que estudado e proposto ao governo pelo ex-ministro Prof. Ernani Lopes )  que une o país ( Continente e Ilhas ), constitui fonte de reserva alimentar ( pesca e cultura piscícula ), salvaguarda o off-shore, sublinha traços particulares de soberania e distinção em relação à Espanha, serve de auto-estrada marítima para Américas e África ( com o apoio de Leixões, Setúbal e sobretudo Sines, em conjugação com os parques logísticos gigantescos já em construcção ( Poçeirão ) ou a construir entre Sines e o novo aeroporto e na conjugação com TGV de mercadorias).
Com estes objectivos nacionais em mente, eu saberia então onde investir, porque seriam sectores acarinhados pelo Estado até por via fiscal.
E como um Estado só é soberano quando dispõe de Forças Armadas, eu proponho um modelo semelhante ao da Suíça: não há lá exército convencional, mas todos os adultos fazem recruta e, pela vida fora reciclagem, para uma guerra de guerrilha: sabe-se que o inimigo, e.g. os alemães, lá podem facilmente entrar, mas não se sabe como é que podem sair.
Dito de outra maneira, boa parte do dinheiro necessário para estes investimentos nas quatro áreas, podia advir de poupanças em forças armadas que para além de micro-submarinos ( que comportam até seis homens e são a essência da marinha chinesa  actual) necessitaria apenas de aviação de controlo e pouco mais.
Porque será que os partidos, numa folha A4,  não nos dizem coisas simples?  É que todas as coisas grandes, antes de o serem, são simples.
E, por outro lado, quem investisse aqui, não poderia sonhar com deslocalizações, porque nem a floresta, nem a pasta de papel,  nem o turismo, nem as energias renováveis, nem o mar,  são deslocalizáveis.