quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

ENQUANTO A GRÉCIA EXIGE DOS CREDORES UM DESCONTO DE 85% DA SUA DÍVIDA....


Crise da dívida

Monti atrapalha “Merkozy”

12 janeiro 2012
 
Angela Merkel, Nicolas Sarkozy e Mario Monti durante o seu primeiro encontro a três, a 24 de novembro de 2011, em Estrasburgo.
Angela Merkel, Nicolas Sarkozy e Mario Monti durante o seu primeiro encontro a três, a 24 de novembro de 2011, em Estrasburgo.
AFP
Depois de Nicolas Sarkozy, no dia 9 de janeiro, chegou a vez de Mario Monti se dirigir a Berlim, no dia 11 para discutir com Angela Merkel o resgate da zona euro. Este obteve o apoio da chanceler e defendeu uma abordagem menos rígida da crise.
“Se os italianos não virem, num futuro próximo, resultados tangíveis da sua disposição em economizar e instaurar reformas, surgirá na Itália um movimento de protesto contra a Europa, dirigido também contra a Alemanha, considerada líder da intolerância no seio da UE, e contra o Banco Central Europeu”: o alerta de Mario Monti numa entrevista ao Die Welt Online parece ter chegado aos ouvidos da chanceler.
Assim, La Stampa titula que “Merkel aprova Itália” e escreve que:
A Itália de Mario Monti agrada à Alemanha; o projeto de tratado europeu em discussão deixou de ser uma ameaça. […] Claramente, Monti foi dizer a Angela Merkel que compreende muito bem a obstinação dos alemães quando exigem rigor e eficácia por parte dos outros países da zona euro, mesmo à custa de os deixar por muito tempo à beira do abismo. Mas também avisou que não se pode arrastar indefinidamente este jogo de azar e explicou qual é o limite da resistência de Itália.
Por seu lado, La Repubblica fala de uma “ligeira abertura alemã”, dizendo que se Monti conseguiu obter uma flexibilização do controlo orçamental previsto pelo tratado sobre a União económica reforçada, que deve ser discutido em fevereiro, “os progressos em matéria de medidas europeias para garantir os mercados são, pelo contrário, mínimos”.
Os elogios da chanceler Merkel às realizações do governo Monti […] demonstram até que ponto é significativo, na Europa, o medo de um colapso financeiro de Itália e como é um alívio profundo ver, por fim, o país ser governado de maneira responsável. Mas isso não será suficiente para salvar o país. E, provavelmente, também não chegará para salvar o euro.
Para Il Sole 24 Ore, na Europa “o problema já não é a Itália”, mas sim a Alemanha. Agora que a recessão ameaça a Europa e a Alemanha e que o relançamento da economia exige um impulso europeu,
Palavras novas, é verdade, mas ainda assim palavras: eis tudo o que Merkel ofereceu à Itália de Monti. […] Enquanto a chanceler alemã fala muito da Europa para não dizer nada e fazer ainda menos, apesar do futuro do euro estar ainda em suspenso; enquanto pretende controlar diretamente as políticas orçamentais dos parceiros sem dar nada em troca; há, verdadeiramente, motivos de preocupação. Especialmente porque este jogo dura há já muito tempo e não anda, como o demonstram os mercados. Ao ponto de, em vez de continuar a culpabilizar os países mediterrânicos pelo seu comportamento irresponsável, que estão penosamente a tentar entrar nos eixos à custa de um elevado preço social, é preciso começar a discutir a irresponsabilidade da Alemanha (a menos que o seu objetivo seja acabar com o euro em vez de o salvar).
Na Alemanha, o Frankfurter Allgemeine Zeitung aprova o elogio da chanceler às reformas iniciadas pelo governo de Monti, aconselhando ao chefe do Governo italiano que ouse taxar as enormes fortunas privadas do se país. O diário conservador também não deixa sem resposta o desejo de Monti de permitir que o seu país consiga taxas de juro mais baixas junto dos mercados:
Os parceiros da UE têm-se mostrado, desde sempre, pacientes perante o facto de Itália se afastar de um nível de endividamento aceitável. Os italianos não aproveitaram o maior presente oferecido pelo euro: taxas de juro invulgarmente baixas, para re-equilibrarem as suas finanças públicas. […] Não é a UE que deve taxas de juro mais baixas a Itália, mas sim Roma que deve aos seus parceiros a diminuição da sua dívida demasiado alta…
A edição online de Der Spiegel afirma que a teimosia de Berlim em exigir mais austeridade torna-se cada vez mais inaceitável. Uma primeira consequência é a mudança que está a tomar forma nas relações de poder dentro da UE: “Dois contra ‘A Merkel’”, titula Der Spiegel, referindo-se a um “duo” entre o Presidente francês Nicolas Sarkozy e Mario Monti para combater Angela Merkel:
Logo – Der Spiegel, Hamburgo
Por vezes, um portador de esperança pode tornar-se incómodo. […] Monti não quer economizar mais. Quer uma outra política, uma política completamente diferente da de Angela Merkel. […] Tudo o que reivindica é o que Paris quer há muito tempo. […] Até aqui, Merkel conseguiu impor-se quase sempre contra os desejos de França. Agora, França recebe o reforço vindo de Itália, que é a terceira economia da zona euro. No fim da semana passada, Monti fez uma visita ao Presidente francês para se porem de acordo sobre o caminho a seguir. Segundo os rumores, o ambiente foi de harmonia

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

ATÉ O DECORO MINGA EM PORTUGAL. VENHA A DITADURA, POR FAVOR

Tudo o que precisa de saber para fazer crescer o seu salário




Eduardo Catroga vai ter um ordenado de 45 mil euros por mês na EDP, que acumulará com uma pensão de mais de 9600 euros. Questionado se o ímpeto com que se atirou ao pote não é exagerado, o responsável do programa eleitoral do PSD, que também negociou com a troika a privatização da EDP, justificou-se assim:

primeiro a guerra cambial, depoiis o protecionismo, a seguir os populismos fascistas de direita e esquerda - como aqui - depois...., pois!

Estónia

SS, os “heróis da liberdade”

11 janeiro 2012
Presseurop
Die Tageszeitung, 11 janeiro 2012
"Canonização das SS", insurge-se o Tageszeitung, que publica em primeira página a fotografia de Heinrich Himmler, chefe da organização nazi, a passar revista à brigada de voluntários das SS, na Estónia, em outubro de 1943. O diário berlinense refere-se a um projeto-lei que o ministro da Defesa da Estónia gostaria de ver aprovado em março. Este texto confere o estatuto de "combatente da liberdade" a todos aqueles que participaram na luta contra a ex-URSS durante a II Guerra Mundial, grupo em que se incluem os membros das SS na Estónia. As tentativas para que esta lei fosse aprovada fracassaram em 2006 e em 2010, mas desta vez "a maioria estará garantida”, refere o TAZ. A embaixada russa em Talin considerou “blasfematório” este projeto-lei e os Verdes alemães criticam a "justificação a posteriori das atrocidades cometidas pelos esbirros de Hitler na então União Soviética".

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

JOGOS DE BIOMBOS CHINESES

O Irão acabou o ano de 2011 disposto a uma nova ronda de conversações sobre a sua agenda nuclear, ao mesmo tempo que conjugava manobras navais e ensaios de mísseis com ameaças do encerramento do Estreito de Ormuz (agora ameaça a 5ª Esquadra americana). Parece contraditório, mas não é, trata-se apenas de ganhar a margem possível e o tempo necessário até chegar à mesa de negociações.
Os EUA e o RU já entenderam que o embargo às importações de petróleo iraniano são absolutamente inconsequentes para demover o Irão, e as sanções financeiras já decretadas, não chegam – é que, apesar de tudo isto, estima-se que os proveitos da produção de petróleo do Irão tenham aumentado 30% em 2011 face a 2010, de 76 biliões para aproximadamente 100 biliões de dólares (quintuplicou em 10 anos).
Mas quem são os outros países que vão estar sentados à mesa com o Irão? A Rússia, até final de Março, estará concentrada nas eleições presidenciais que dependem mais de uma agenda interna do que externa. A China joga aqui uma partida diplomática absolutamente estratégica: garantindo não apenas a segurança energética de que depende o seu crescimento económico, mas projectando ainda mais o seu poder de influência naquela região. Neste jogo de titãs, a Alemanha e a França não contam.
O Irão - isto é, o seu regime - ao contrário dos terroristas islâmicos que alimenta, não é suicida, e faz somente o que não compromete a sua sobrevivência. O regime tem vindo a contar com os compradores de petróleo orientais para viver (China, Índia, Japão, Coreia do Sul), e escuda-se internacionalmente com os apoios diplomáticos de alguns países da América Latina, para continuar a afirmar as suas ambições nucleares.
Face às ameaças ocidentais de mais sanções, com o que pode contar o Irão? A América Latina, pouco lhe serve a não ser na ONU para empatar; a Rússia não está por enquanto muito interessada no tema; a Europa não conta; sobra a China que pode ser o tutor deste Irão. O aumento da tensão no Irão tem vindo a assustar todos os outros compradores orientais de petróleo, que não a China, e que estão a divergir as suas fontes de abastecimento procurando rapidamente substituir o fornecimento iraniano, ao que se somam os desinvestimentos ocidentais e orientais (Japão, Índia), no sector de produção energética iraniana. Todo este incremento de tensão tem gerado um vazio que tem sido magistralmente aproveitado pela China.
Se somarmos aos investimentos no Irão, o incremento do investimento chinês no sector petrolífero iraquiano (de onde até as empresas americanas tem fugido), temos a China a assomar-se no Golfo Pérsico, isto é: a folgar no “lago americano”. Mas onde termina este jogo? O Irão sabe, porque a China assim o quer, que não pode arriscar o encerramento do estreito de Ormuz, nem tomar a iniciativa numa eventual guerra

A SÍRIA TEM TUDO A VER COM O IRÃO...

Domingo, Janeiro 08, 2012

Navios de guerra russos entram no porto sírio de Tartus

 
Um grupo de navios de guerra russos entrou hoje no porto sírio de Tartus, onde a Rússia mantém uma base de abastecimento e apoio técnico às suas armadas de guerra. As autoridades sírias interpretam isso como sinal de solidariedade.
O grupo de navios de guerra, segundo um porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, é composto pelo porta-aviões Admiral Kuznetsov, pelo navio de combate a submarinos Admiral Tchabanenko, o navio de guarda Ladni, o rebocador Nikolai Tchiker e o petroleiro Lena.
“Os navios, depois de reabastecidos, abandonarão águas sírias e continuarão os seus exercícios”, acrescentou o porta-voz, frisando que “os armamentos e meios técnicos dos navios funcionam normalmente”.
A agência noticiosa síria SANA considerou esta visita uma “demonstração de solidariedade com o povo da Síria”.
“A visita dos vasos visa aproximar os nossos dois países e reforçar os laços de amizade entre eles”, afirmou um dos oficiais russos, citado por essa agência.
Arif al-Haddaf, governador de Tartus, declarou, na cerimónia de receção dos navios, que “merece respeito a posição da Rússia de apoio ao povo sírio”.
A Rússia mantém em Tartus uma base de apoio material e técnico aos navios das suas armadas, onde trabalham cerca de 50 marinheiros russos e se encontra permanentemente uma doca seca da Armada do Mar Negro.
A agência SANA informou que a visita dos navios russos irá durar seis dias, mas o Ministério da Defesa da Rússia sublinha que os vasos de guerra deverão abandonar o porto já amanhã.

sábado, 7 de janeiro de 2012

IRÃO PRESTES A SER BOMBARDEADO ?

É uma das incógnitas de 2012. O Irão tem estado em foco por uma convergência de episódios e decisões. E o estreito de Ormuz surgiu como peça destes jogos de nervos. Como aqui tinha assinalado há cerca de seis meses cada vez parece mais próximo um  ataque israelita.
Durante 10 dias, a marinha iraniana desenvolveu o “Velayat 90″, um conjunto de exercícios militares navais que se estenderam pelo Golfo do Pérsico, Golfo de Omã e Mar Arábico. Os exercícios colocaram as forças iranianas na proximidade da 5ª Esquadra norte-americana que opera a partir do Bahrain.
No final do ano, os EUA aprovaram sanções contra o Irão que penalizarão fortemente os clientes do petróleo iraniano, entre os quais se encontram, em 85% dos casos, asiáticos e, em 17%, países da União Europeia, com destaque para a Grécia, Itália e Espanha.
Em simultâneo, estrategos norte-americanos falam de ser o momento certo para um ataque cirúrgico a alvos do projeto nuclear no Irão. “Na hora de atacar o Irão – porque razão um ataque é a menor das piores opções” é o título de um dos artigos simbólicos desta ótica, escrito por Mathew Kroenig, do Council of Foreign Relations norte-americano, na edição de janeiro/fevereiro da revista Foreign Affairs, acabada de publicar.
O vice-presidente iraniano falou, durante os exercícios, de bloquear o Estreito de Ormuz se as sanções se impuserem efectivamente. O estreito é um corredor que a Energy Information Administration considera “o mais importante ferrolho do petróleo” do mundo. Por ele passa um pouco mais de 1/3 do petróleo transportado por via marítima.
Durante a guerra do Irão e do Iraque, nos anos 1980, os iranianos minaram as águas do estreito e comandos em barcos de borracha atacaram petroleiros. Uma brincadeira comparada com a capacidade atual iraniana. “[Fechar o estreito] é tão fácil como beber um copo de água”, disse o almirante iraniano Habibollah Sayari.
Mas, como se verificou nestes exercícios, o estreito pode ser afetado a partir do Golfo do Omã, a sul do Estreito, que é ladeado pelo Irão e pelo Omã. Os exercícios navais recentes pretendem projetar a capacidade iraniana também no Índico ocidental.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

como ele diz : "deviamos olhar para nós e perguntar , O QUE É QUE EU POSSO FAZER PELO MEU PAÍS?

ESTE GAJO TEM A MANIA DE CHAMAR MENTIROSO AO SOCRATES, E DE PREGAR MORAL AOS PORTUGUESES. e , QUE TAL, SE FOSSE À MERDA? como esta aqui