terça-feira, 14 de junho de 2011
crise inglesa
crises grega e irlandesa
Uma reunião especial dos ministros das Finanças da zona euro acaba de ser convocada para amanhã (14 de junho) à tarde, a que se seguirá uma reunião informal do Ecofin (ministros das Finanças dos 27 membros da União Europeia) à noite. O Eurogrupo, presidido pelo primeiro-ministro luxemburguês Jean-Claude Juncker, vai iniciar uma maratona para “amaciar” as divergências sobre a crise grega, sobre as condições anexas para a aprovação de um segundo pacote de resgate para Atenas. Juncker já havia anunciado que um grupo de trabalho iria procurar limar as posições opostas entre o BCE, por um lado, e ele próprio e os alemães, por outro.
Juncker e os alemães defendem uma “reestruturação suave” para a dívida soberana grega, implicando uma troca de títulos “voluntária” por parte dos credores privados (bancos e fundos) estendendo o prazo por mais sete anos. Foi Juncker que a 17 de maio avançou com a ideia de uma reestruturação a que chamou de re-profiling.
O Banco Central Europeu (BCE) opõe-se a qualquer reestruturação que desencadeie nos mercados financeiros um “evento de crédito”. Jean-Claude Trichet, o presidente do BCE, reafirmou hoje a sua linha de “nem evento de crédito, nem default seletivo”.
A reunião de ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin) está convocada para dia 20 de junho e a cimeira dos 27 membros da União para dias 23 e 24 de junho.
Mais uma acha para a fogueira foi lançada ao final da tarde pela agência Standard & Poor’s relativamente à notação da dívida de longo prazo da Grécia e a Associação do mercado de derivados resolveu considerar o plano de reestruturação da dívida junior do banco irlandês AIB como “evento de crédito”.
S&P passa dívida grega para nível à beira de default
Entretanto, a agência de rating Standard & Poor’s baixou a notação da Grécia de B para CCC. Na notação B, a agência já considerava a dívida grega como “especulativa” (vulgo: lixo) mas apontava para um risco futuro de incumprimento. Com a notação CCC – o primeiro escalão nos C – fala-se já de risco muito claro de default.
No comunicado emitido pela agência fala-se de uma probabilidade muito significativa de ocorrerem “um ou mais defaults“. A agência manifesta, assim, a convicção de que os planos em curso para a Grécia no seio da zona euro têm uma alta probabilidade de gerar um evento de crédito.
A S&P fala de uma situação de incumprimento de facto se os planos em curso para uma reestruturação “suave” forem concretizados. Nesse caso, escreve a agência, a situação passa a “default selectivo” e a baixa de rating será automática de CCC para D (em default).
Segundo a agência, a taxa de recuperação do valor investido na dívida grega deverá variar entre 30 a 50% do valor facial.
Evento de crédito em banco irlandês
Entretanto, um comité de Credit Derivatives Determinations da ISDA (International Swaps and Derivatives Association) já declarou que as operações de reestruturação de dívida em curso no banco irlandês AIB (Allied Irish Banks) prefiguram um “evento de crédito” (o termo do jargão financeiro para um default).
O organismo do mercado de derivados financeiros considerou um default as decisões tomadas a 9 de junho pelo AIB de suspender o pagamento dos juros e estender os prazos de grande parte da dívida junior. As perdas destes investidores poderão chegar até aos 90% do valor dos seus títulos e os analistas em Dublin falam de €2 mil milhões envolvidos nessas perdas. Uma oferta de “pegar ou largar” está a decorrer hoje até à meia noite hora de Nova Iorque. Esta declaração desencadeará um processo de pagamento dos credit default swaps associados ao risco de default da dívida do AIB, num montante que a BBC inglesa estima em cerca de €350 milhões, um volume que não se espera que desencadeie uma situação de stresse financeiro neste sector de derivados.
Juncker e os alemães defendem uma “reestruturação suave” para a dívida soberana grega, implicando uma troca de títulos “voluntária” por parte dos credores privados (bancos e fundos) estendendo o prazo por mais sete anos. Foi Juncker que a 17 de maio avançou com a ideia de uma reestruturação a que chamou de re-profiling.
O Banco Central Europeu (BCE) opõe-se a qualquer reestruturação que desencadeie nos mercados financeiros um “evento de crédito”. Jean-Claude Trichet, o presidente do BCE, reafirmou hoje a sua linha de “nem evento de crédito, nem default seletivo”.
A reunião de ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin) está convocada para dia 20 de junho e a cimeira dos 27 membros da União para dias 23 e 24 de junho.
Mais uma acha para a fogueira foi lançada ao final da tarde pela agência Standard & Poor’s relativamente à notação da dívida de longo prazo da Grécia e a Associação do mercado de derivados resolveu considerar o plano de reestruturação da dívida junior do banco irlandês AIB como “evento de crédito”.
S&P passa dívida grega para nível à beira de default
Entretanto, a agência de rating Standard & Poor’s baixou a notação da Grécia de B para CCC. Na notação B, a agência já considerava a dívida grega como “especulativa” (vulgo: lixo) mas apontava para um risco futuro de incumprimento. Com a notação CCC – o primeiro escalão nos C – fala-se já de risco muito claro de default.
No comunicado emitido pela agência fala-se de uma probabilidade muito significativa de ocorrerem “um ou mais defaults“. A agência manifesta, assim, a convicção de que os planos em curso para a Grécia no seio da zona euro têm uma alta probabilidade de gerar um evento de crédito.
A S&P fala de uma situação de incumprimento de facto se os planos em curso para uma reestruturação “suave” forem concretizados. Nesse caso, escreve a agência, a situação passa a “default selectivo” e a baixa de rating será automática de CCC para D (em default).
Segundo a agência, a taxa de recuperação do valor investido na dívida grega deverá variar entre 30 a 50% do valor facial.
Evento de crédito em banco irlandês
Entretanto, um comité de Credit Derivatives Determinations da ISDA (International Swaps and Derivatives Association) já declarou que as operações de reestruturação de dívida em curso no banco irlandês AIB (Allied Irish Banks) prefiguram um “evento de crédito” (o termo do jargão financeiro para um default).
O organismo do mercado de derivados financeiros considerou um default as decisões tomadas a 9 de junho pelo AIB de suspender o pagamento dos juros e estender os prazos de grande parte da dívida junior. As perdas destes investidores poderão chegar até aos 90% do valor dos seus títulos e os analistas em Dublin falam de €2 mil milhões envolvidos nessas perdas. Uma oferta de “pegar ou largar” está a decorrer hoje até à meia noite hora de Nova Iorque. Esta declaração desencadeará um processo de pagamento dos credit default swaps associados ao risco de default da dívida do AIB, num montante que a BBC inglesa estima em cerca de €350 milhões, um volume que não se espera que desencadeie uma situação de stresse financeiro neste sector de derivados.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
ataque ao euro
Crise da dívida
As agências de notação atacam o euro
13 junho 2011 Libération Paris
Ajubel
A Moody’s, a Standard & Poor’s e a Fitch, que não previram as crises anteriores, são agora suspeitas de querer destabilizar a zona euro, o que representa uma ameaça mesmo para os países mais sólidos.
Será que as agências de notação querem matar o euro? Depois de, nos últimos 18 meses, terem baixado implacavelmente a classificação das dívidas públicas dos países da periferia da zona euro, remetendo para a categoria de "lixo" [dívida especulativa] as obrigações de algumas delas, ameaçam agora declarar que a Grécia se encontra em incumprimento de pagamento [da dívida]. Porquê? Porque os Estados europeus consideraram a hipótese de uma participação voluntária das instituições financeiras privadas (bancos, companhias de seguros, fundos de gestão, etc.) no salvamento daquele país. Uma maneira de impedir uma solução que permitiria salvar a Grécia da falência que, por mera coincidência, as agências consideram quase inevitável.Como se os mercados não estivessem já suficientemente nervosos, as agências atacam também o clube muito seleto dos Estados que detêm a classificação AAA, correspondente à notação mais elevada (são 14). Nas últimas semanas, anunciaram igualmente que, a mais ou menos longo prazo, a França e também a Áustria poderiam perder os três A que lhe permitem obter financiamentos nos mercados a custos mais baixos.
"Fracasso". Mas a zona euro não é o único alvo desta febre: simultaneamente, as agências assustaram os Estados Unidos e o Reino Unido com a perspetiva de uma descida de classificação. Muitos economistas interrogam-se sobre qual será o objetivo das agências. "Se o ativo mais seguro, a dívida americana, também não está isenta de risco, o mundo vai mudar", observa Laurence Boone, professor de Economia na escola de formação de professores de Cachan (Val-de-Marne). As agências correm assim o risco de destabilizar o planeta financeiro, que ficará privado de investimentos seguros, e isso poderá desencadear uma nova crise mundial. Ainda que as agências contraponham que estão só a fazer o trabalho pelo qual são pagas e que os mercados não precisam delas para formar a sua opinião, há dois estudos que provam a sua responsabilidade direta na atual instabilidade financeira. Esses estudos foram realizados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) – estudo datado de fevereiro – e pelo Banco Central Europeu (BCE) – estudo publicado há alguns dias.
A conclusão é a mesma, nos dois casos: as descidas de classificação, que justificam os receios dos mercados e os suscitam em igual medida, têm efeitos diretos entre os investidores, que exigem automaticamente taxas de juro mais altas para cobertura de riscos adicionais. Sobretudo, num mercado da dívida fortemente integrado como o da zona euro, essas descidas de classificação têm um efeito destabilizador sobre o conjunto dos outros países, incluindo os que têm melhor notação. Em especial porque as suas instituições financeiras são detentoras de dívida de todos os países da zona euro: portanto, uma descida de classificação afeta automaticamente a sua solvabilidade.
As agências tentam esquecer os seus erros...degradando-se
As agências não só não foram capazes de antever a crise americana dos subprime de julho de 2007, nem a dos produtos com notação AAA até ao dia em que estes sofreram uma queda, como também não previram a crise da dívida soberana da zona euro, como sublinha o FMI. Um erro que tentam fazer esquecer desde então, através de uma febre de baixas de classificação.
O histórico é arrasador: durante 10 anos, as agências, e em especial as três gigantes do setor, a Moody’s, a Standard & Poor’s e a Fitch, ignoraram sistematicamente os problemas estruturais das economias periféricas. O ciclo das descidas de classificação só começou a partir de dezembro de 2009, ou seja, depois de o Governo grego ter reconhecido que mentira sobre a dimensão do seu défice público. Na altura, a Grécia tinha a notação A – a quinta melhor numa escala que inclui 20 notações. Dezoito meses mais tarde, a notação da dívida grega é de "lixo": em 9 de maio, a Standard & Poor’s baixou a classificação grega para a de obrigações especulativas e o exemplo foi seguido pela Fitch, em 31 de maio, e pela Moody’s, em 2 de junho. A descida aos infernos da Irlanda e de Portugal foi idêntica, apesar de as suas dívidas se situarem ainda ligeiramente acima da classificação de especulativas.
Liquidez. Tal como os tolos sem experiência, as agências atuam em grupo. Baixam a classificação de um país com alguns dias de intervalo e apresentam as mesmas análises, quase palavra por palavra. Acompanham frequentemente os receios dos mercados mas também se antecipam a esses receios, o que resulta em belas previsões que se concretizam por si mesmas. A descida de classificação obriga os investidores a vender em virtude das regras prudenciais, o que faz descer o valor das obrigações e confirma os receios dos mercados quanto à queda da dívida…
Através da disponibilização de várias dezenas de milhar de milhão de euros, a zona euro e o FMI puseram a Grécia, a Irlanda e Portugal a salvo de um incumprimento, que rejeitam politicamente. "Mas, para as agências, a ajuda assegura apenas a liquidez por um ano e não a solvabilidade", explica Laurence Boone. É designadamente por isso que as agencias avaliam a probabilidade de incumprimento da Grécia em "pelo menos 50%", dentro de três a cinco anos. O que poderá destabilizar toda a zona euro. A Comissão Europeia não tenciona deixar de intervir.
domingo, 12 de junho de 2011
da serie frases que impõem respeitinho.....
Este é o momento… de se correr atrás de lugares…
- Sílvia Ramos, presidente da distrital de Beja do CDS-PP, incitando, aos microfones da emissora local Rádio Pax, os “populares” alentejanos a avançarem para o Caldas, a fim de não ficarem esquecidos
sábado, 11 de junho de 2011
Como tenhoa aqui escrito a União Europeia não tem futuro por razões que se predem com a a actual necessidade histórica de dar respostas rápidas a questões novas que surgem com crescimento exponencial, Mas também porque para as resolver era necessário que tivesse um chefe eleito - o que não sucede e começa a incomodar muita gente como se vê aqui.http://www.presseurop.eu/pt/content/news-brief/705301-blair-e-merkel-querem-o-lugar-cimeiro
começa bem......
Cavaco processa diretor da "Sábado"Presidente da República deu ordem ao Ministério Público para avançar com o processo contra Miguel Pinheiro, por denegrição da sua imagem, noticia o "Sol".
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O Presidente da República considera que as palavras de Miguel Pinheiro tiveram a intenção de denegrir a sua imagem Luiz Carvalho O procurador-geral da República perguntou a Cavaco Silva se o Presidente da República queria avançar com o processo, aberto recentemente por Pinto Monteiro, contra o diretor da revista "Sábado", Miguel Pinheiro. A resposta de Cavaco Silva foi sim, escreve hoje o "Sol". Em causa está o alegado crime de ofensa à honra do Presidente da República, numa afirmação sobre o discurso da vitória de Cavaco Silva, na coluna 'Sobe e Desce' da "Sábado". "Tal como Fátima Felgueiras e Isaltino Morais, Cavaco Silva acha que uma vitória eleitoral elimina todas as dúvidas sobre negócios que surgem nas campanhas", escreveu Miguel Pinheiro na edição da revista de 27 de janeiro. O diretor da "Sábado" já requereu a abertura de instrução, alegando que na altura do discurso Cavaco Silva ainda não era Presidente da República. |
E era Sócrates - o político português mais perseguido de sempre injustamente - que era perseguidor, autor de rarefação democrática, criador de uma atmosfera de irrespirável ditadura sobre os media !
Como se pode lembrar, ele há gente que delire no palácio de Belém ,que é escutado mas anda é a mandar escutar o Sócrates ( lembram-se? ), gente que mostra ressabiamento e ameaça quando tem as costas quentes (lembram-se dos discursos ?), gente que do 10 de junho permite que aquela avis rara que é o mena mónica barreto , sociólogo de profissão , investigador sem dar frutos toda a vida, e ruminante de ministro em época de reforma agrária faça um discurso de geométrico acerto no zero cultural e no zero target a que ele há-de chamar Sócrates - com o próprio presente, mas sem o poder mandar à puta que o pariu, porque era ,era, devia ser, uma cerimónia protocolar.
pior era impossível
As divergências no seio da zona euro sobre a resolução para a crise grega tornaram a semana que finda num verdadeiro pesadelo para os quatro países da zona euro (jocosamente designados por PIGS, o acrónimo em inglês) sob observação dos mercados da dívida.
A Grécia terminou com um risco de default próximo de 73%, Portugal galgou o patamar dos 46% (no próprio dia de Portugal), a Irlanda subiu para um nível de 45% e Espanha regressou ao 9º lugar no “clube” da bancarrota com quase 21% de probabilidade de incumprimento.
Os juros dos títulos públicos estiveram em alta no mercado secundário. Os mais pressionados foram os juros dos títulos gregos a 3 anos que subiram acima de 26%, dos títulos gregos a 2 anos que chegaram perto dos 26%, das obrigações do Tesouro (OT) portuguesas a 3 anos que ultrapassaram os 12%, das OT a 10 anos que chegaram aos 10,43%, dos títulos irlandeses a 2 anos que atingiram os 11,76% e das obrigações espanholas a 10 anos que subiram para 5.47%, segundo dados da Bloomberg.
Os investidores na dívida destes países temem que nenhum consenso seja obtido na próxima reunião do Ecofin dia 20 de junho e na cimeira da União Europeia nos dias 23 e 24, e que a questão da resolução da crise grega se arraste com um cenário de default cada vez mais provável no horizonte. Ou seja, o risco de um fracasso do plano de resgate de Atenas pela troika que, na ideia dos investidores, poderá ser o percursor de uma vaga em cadeia nos outros países já “intervencionados” pela UE/BCE/FMI.
Entretanto, a Moody’s colocou ontem 7 bancos portugueses em lista de espera para uma possível revisão em baixa da notação e foi feito um pedido de informação a um Credit Derivatives Determinations Committee da ISDA (International Swaps and Derivatives Association) sobre se o Allied Irish Banks entrou em situação de “evento de crédito”.
A Grécia terminou com um risco de default próximo de 73%, Portugal galgou o patamar dos 46% (no próprio dia de Portugal), a Irlanda subiu para um nível de 45% e Espanha regressou ao 9º lugar no “clube” da bancarrota com quase 21% de probabilidade de incumprimento.
Os juros dos títulos públicos estiveram em alta no mercado secundário. Os mais pressionados foram os juros dos títulos gregos a 3 anos que subiram acima de 26%, dos títulos gregos a 2 anos que chegaram perto dos 26%, das obrigações do Tesouro (OT) portuguesas a 3 anos que ultrapassaram os 12%, das OT a 10 anos que chegaram aos 10,43%, dos títulos irlandeses a 2 anos que atingiram os 11,76% e das obrigações espanholas a 10 anos que subiram para 5.47%, segundo dados da Bloomberg.
Os investidores na dívida destes países temem que nenhum consenso seja obtido na próxima reunião do Ecofin dia 20 de junho e na cimeira da União Europeia nos dias 23 e 24, e que a questão da resolução da crise grega se arraste com um cenário de default cada vez mais provável no horizonte. Ou seja, o risco de um fracasso do plano de resgate de Atenas pela troika que, na ideia dos investidores, poderá ser o percursor de uma vaga em cadeia nos outros países já “intervencionados” pela UE/BCE/FMI.
Entretanto, a Moody’s colocou ontem 7 bancos portugueses em lista de espera para uma possível revisão em baixa da notação e foi feito um pedido de informação a um Credit Derivatives Determinations Committee da ISDA (International Swaps and Derivatives Association) sobre se o Allied Irish Banks entrou em situação de “evento de crédito”.
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