sábado, 11 de junho de 2011

É tão impossível para nós como para alemães, americanos, franceses,espanhois ou gregos ! MAS A CULPA TEM DE SER DO SÓCRATEES, PORRA !!!

Portugal teria de crescer ao ano 8% para conseguir em 2020 atingir um nível de dívida pública em relação ao PIB de 60% como o exige o Tratado de Maastricht. A estimativa foi feita por Christophe Donay, estratega-chefe da Pictet & Cie, um banco de gestão de fortunas sediado em Genebra, na Suíça.
Tomando em linha de conta uma média decenal mais “realista” de 2% – diz o especialista suíço – Portugal levaria entre 15 a 20 anos a conseguir alcançar tal objetivo.
Mas há situações piores. A mais dramática é a da Grécia. Para conseguir o objetivo de Maastricht em 2020 teria de crescer 21% ao ano! Dada a manifesta fantasia que tal cenário se revela, Atenas levará 45 anos a atingir aquele objetivo. A Irlanda e a Itália levariam 30 anos.
Numa situação menos dramática que a portuguesa, mas mesmo assim exigindo taxas de crescimento anual acima de 5% estariam o Canadá, Estados Unidos, França, Espanha, Alemanha e Reino Unido.
Conclusão: o pressuposto de que os membros da zona euro periféricos hoje em apuros e até o núcleo duro da União Europeia conseguirão cumprir o objetivo de Maastricht através de uma estratégia de crescimento é uma fantasia.
Donay sugere que no caso da Grécia se avance para um default parcial.

a bancarrota grega e as terras de ninguém...

Europeus germanófilos e não germanófilos não se entendem para a ajuda à Grécia que caminha para sair do euro. Entre as várias propostas aparece agora a do senhor António Borges director do FMI para a europa como se pode ver aqui, que quer obter em privatizações 200 biliões de euros basicamente em terras.e ilhas. O problema é que o cadastro da propriedade rural está desatualizadíssimo seis ou sete gerações e portanto não se sabe se a gande maioria das terras e ilhas ainda tem dono. Atenção pois s a este ponto em Portugal quando chegar a nossa vez de trilhar o caminho grego...

A CAUSA DA DESVALORIZAÇÃO DO DÓLAR

Segundo  o eurostat o déficit da balança de transacções correntes dos USA com a Eurolândia (europa a 27) no primeiro trimestre deste ano foi de 32.8 triliões ( 32.8 com 9 zeros à frente) sofrendo um brutal agravamento comparativamente ao ano passado como se pode ver aqui.http://epp.eurostat.ec.europa.eu/cache/ITY_PUBLIC/2-09062011-AP/EN/2-09062011-AP-EN.PDF O mesmo aconteceu nas suas relações com o resto do mundo embora de modo mais mitigado. Já aqui escrevi que espero para depois da tentativa de reeleição de Obama (  daqui a ano e meio ) a insolvência (falencia - para os mesmos que acreditavam que os bancos não podiam ir à falência eu devo ser marciano ) dos USA.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

resposta ao meu amigo Germano e às burrices do asno Mira Amaral

Espanha

Eólica está de vento em popa

“O país europeu que melhor explora a energia eólica? Não é a Alemanha”, explica o La Stampa, mas sim a Espanha. Atualmente, 21% da energia que usa é eólica, contra os 19% provenientes das suas oito centrais nucleares. Além disso, acrescenta o diário de Turim, “as energias renováveis, no seu conjunto, representam a segunda fonte de energia do país, com 32,3%. Os mais de 19 mil parques eólicos alimentam cerca de 13 milhões de famílias”, disse ao jornal o presidente da Associação Empresarial Eólica, segundo o qual Espanha exportou eletricidade para França em 2010 e consegue um custo KW/hora dos mais baixos da Europa – 38 euros, contra 47,4 euros em França. Os subsídios do Estado são um dos elementos chave da difusão das eólicas mas, sublinha o La Stampa, são inferiores aos alemães (77 euros por MW/hora em 2010 contra 92 euros).

terça-feira, 7 de junho de 2011

ONDE EU QUE EU JÁ VISTO ISTO ? em toda a europa e ocidente em geral

Polónia

O lado oculto do milagre económico

7 junho 2011 The Guardian Londres
Mercado de trabalho é cada vez menor. Feira de emprego em Wroclaw. 12 de abril de 2011.
Mercado de trabalho é cada vez menor. Feira de emprego em Wroclaw. 12 de abril de 2011.
AFP
A Polónia pode ser reconhecida como uma das histórias de sucesso económico da Europa mas os seus serviços sociais e de saúde estão a desmoronar-se e os seus jovens com qualificações preferem cada vez mais o exílio aos empregos mal pagos e sem futuro no próprio país.
A Polónia pode ser reconhecida como uma das histórias de sucesso económico da Europa mas os seus serviços sociais e de saúde estão a desmoronar-se e os seus jovens com qualificações preferem cada vez mais o exílio aos empregos mal pagos e sem futuro no próprio país.
As mulheres polacas que vivem no Reino Unido têm, em média, mais filhos do que as suas jovens compatriotas que vivem na Polónia. O facto, divulgado há alguns meses pelo maior diário polaco, o Gazeta Wyborcza, causou uma enorme – embora não totalmente imprevisível – surpresa.
Muitos dos comentários refletiram o grande fosso entre o discurso público polaco e a nossa realidade social. O "Ocidente" é tido como um local de costumes liberais, ou mesmo de libertinagem, muito perigoso para a juventude e suscetível de a corromper. Mas os filhos não se enquadram nesta história. De duas em duas ou de três em três semanas, há um político conservador que alerta para a desastrosa situação demográfica nacional. As mulheres polacas têm apenas, em média, 1,23 filhos, o que não pressagia nada de bom para o futuro do país.

Causas ideológicas

As explicações apresentadas para a baixa taxa de natalidade são, na maioria, de ordem ideológica. Essa taxa foi atribuída ao hedonismo da geração jovem, a uma cultura popular permissiva e excessivamente centrada no sexo, e à falta de patriotismo dos jovens. Por isso, os comentaristas ficaram pouco à vontade, quando se concluiu que as verdadeiras razões poderiam ser muito mais prosaicas: serviços sociais de má qualidade, cuidados médicos insatisfatórios ou não disponíveis, falta de emprego para os pais e de creches para as crianças, preço elevado da habitação. De repente, o facto de as mulheres polacas residentes no Reino Unido terem mais filhos do que as imigrantes do Bangladesh representava um exemplo do terrível fracasso da política social na Polónia.
A dolorosa verdade é que a geração mais qualificada da História da Polónia – quase metade dos jovens com 25 anos são licenciados – tem de enfrentar um mercado de trabalho péssimo. E isso não só devido à crise económica mundial: a Polónia registou apenas um período de abrandamento do crescimento e o seu PIB não registou queda. Apesar disso, o futuro da maioria dos jovens polacos não é nada brilhante. O país, que gastou muito dinheiro na sua educação, não precisa deles no mercado de trabalho e não faz a mínima ideia do que fazer com eles: a taxa oficial de desemprego entre os licenciados ronda os 20%. Aqueles que conseguem arranjar emprego sentem-se igualmente frustrados: consideram que trabalham abaixo das suas qualificações, em muitos casos, em "McEmpregos" sem perspetivas de carreira e, também em muitos casos, recebem boa parte dos seus salários por baixo da mesa, para fugir aos impostos – o que torna difícil, por exemplo, obter um empréstimo hipotecário. A segurança de emprego é praticamente inexistente. Os patrões consideram que o mercado de trabalho é dominado pela oferta e pensam que é sempre possível encontrar um empregado melhor (leia-se: mais "maleável"). São lentos a contratar e rápidos a despedir.

Um problema Europeu

Este é um quadro que muitos europeus ocidentais conhecem bem. Em Espanha, a taxa de desemprego entre os licenciados é duas vezes superior à da Polónia. A Polónia só é diferente devido ao elevado nível de emigração e à total ausência de um movimento de protesto, o que torna fácil para os políticos não falarem no assunto ou apresentarem falsas explicações ideológicas.
Parte do problema é estrutural. Na economia polaca, que não utiliza alta tecnologia e que é dominada por pequenas empresas familiares, quase não há emprego para trabalhadores qualificados. Nas últimas semanas, o jornal para o qual trabalho publicou uma carta de uma jovem licenciada em Direito, que está a trabalhar no doutoramento. Não conseguia arranjar um emprego em que pudesse dar uso à sua licenciatura. Quando tentou trabalhar como assistente de escritório, o aspirante a patrão escreveu-lhe, dizendo esperar que ela passasse a ser sua amante e acrescentando: "Se não aceitar isso, não responda à minha mensagem de correio eletrónico. Não me interessa o que pensa." Agora, tente imaginar os 50 000 licenciados em ciências sociais e humanas saem das nossas universidades todos os anos, num mercado de trabalho deste tipo.
Talvez o aspeto mais importante seja a ineficácia do nosso Estado e a classe política envelhecida e incoerente que o integra. Dois dos maiores partidos políticos são liderados por homens na casa dos 50 e 60 anos, que cresceram a lutar contra o comunismo. Fingem preocupar-se com os problemas da juventude e pouco mais. As soluções que o Estado propõe – alguns benefícios fiscais para os patrões que deem emprego a licenciados – também são tristemente inadequadas. O aparelho de Estado é demasiado pesado e reconhecidamente ineficaz: há pouco tempo, o Governo admitiu que pagava 50 zlotis de custos de segurança social por cada 100 zlotis de despesas administrativas. Não é de espantar que não haja dinheiro para os programas sociais destinados à juventude. Segundo um estudo recente, em 2009, entre 1,8 e 2,4 milhões de polacos, a maior parte dos quais jovens, foram trabalhar para o estrangeiro. Apesar da crise no Ocidente, não há indícios de que estejam a regressar.
Os nossos políticos podem dizer que "não querem os nossos jovens em Londres" e que "os querem na Polónia". Na realidade, porém, sempre que dizem isso, soltam suspiros de alívio. Estão contentes por os jovens terem partido: não há protestos, nem crime, nem problemas. E alguns deles até mandam dinheiro para o país.

domingo, 5 de junho de 2011

SÓCRATES - O HOMEM

Foi o melhor discurso político que ouvi  ou li ( com excepção do discurso de tomada de posse de Salazar como ministro da s finanças ), este discurso do eng. José Sócrates no dia em que perdeu as eleições.

Não foi um discurso de despedida. Se os meus dois leitores e meio se derem ao trabalho de fazer uma análise de conteúdo a este discurso, compreenderão que não foi um discurso de despedida . Foi um discurso de lançamento de candidatura. Daqui a dois anos, no máximo.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A CAUSA DA NOSSA DESGRAÇA ACTUAL


Estamos aqui porque a direita (PSD e CDS-PP) e a esquerda radical (PCP e BE) chumbaram o PEC 4. Quando os portugueses começarem a sofrer na pele as medidas duras que resultam do acordo com a troika, é bom que se recordem de quem, tendo os pés bem assentes no chão, promoveu uma solução que, embora exigisse rigor e sacrifícios, não tinha a dureza de que se revestirá a execução das medidas acordadas com a troika.

Por isso, vale a pena recordar as palavras violentas de Angela Merkel contra a decisão do PSD — que é da família política europeia do partido de Merkel — de chumbar o PEC 4. É uma reacção indignada e muito impressiva, aqui recordada por Paulo Pedroso, de quem ainda está incrédula por ve