terça-feira, 5 de abril de 2011

Contactos do Petição Pública

Contactos do Petição Pública

MEUS CAROS DOIS LEITORES E MEIO:

ACABO DE LANÇAR UMA PETIÇÃO ON-LINE COM O TÍTULO "NÃO PAGAMOS A NOSSA PRÓPRIA ESCRAVATURA", ENDEREÇADA AOS CREDORES DE PORTUGAL.
SE CONCORDARDES COM ELA DEVEIS PASSÁ-LA AOS VOSSOS AMIGOS .


                          JOSÉ CARLOS COUTO SOARES PACHECO

APELO AO NÃO PAGAMENTO

Terça-feira, 5 de Abril de 2011
por Daniel Oliveira



Depois das aventuras na bolha imobiliária e da crise do subprime, as empresas financeiras ficaram à beira do colapso. Para pagar as suas irresponsabilidades os Estados foram chamados a intervir. A primeira ajuda fez-se através da nacionalização do prejuízo. A Irlanda foi mesmo obrigada a aceitar ajuda externa e a consequente destruição da sua economia para impedir que a falência dos bancos nacionais espalhasse o pânico na city londrina. Em Portugal, a nacionalização do BPN fez-se de forma cirurgica. O Estado ficou com os buraco e, generoso, deixou o que valia alguma coisa - a SLN - nas mãos dos acionistas.

Quem esperava que, depois disto, os responsáveis fossem punidos rapidamente percebeu que não estavamos a reformar um sistema que põe as vidas de milhões de pessoas à mercê da ganância de jogadores. Estavamos a salvar esse sistema.

Salvo o que estava prestes a falir com os dinheiros dos contribuintes, ainda faltava ir buscar o resto ao pote público. Começou então o ataque às dívidas soberanas. Aproveitando os absurdos institucionais europeus e a certeza de que na Europa cada um trataria apenas de si, as economias mais frágeis do euro foram a vítima preferencial. O que não foi sacado através das ajudas públicas foi-se buscar através de juros usurários. Basicamente, as economias mais frágeis passaram a trabalhar para pagar uma mesada à banca, pedindo emprestado para pagar os juros. E quanto mais pedem mais os juros aumentam, numa espiral que só acabará quando todo o sangue for sugado.

Tal como aconteceu com subprime, as agência de notação têm um papel central no assalto. Se antes sobrevalorizavam lixo, agora sobrevalorizam o risco. A pressão política para o pedido de "ajuda" externa não é mais do que o apelo para que campangas venham buscar o dinheiro à força. E a extorsão faz-se à custa do Estado Social. O dinheiro que os Estados gastam em saúde, educação, pensões e serviços públicos tem de ser transferido para pagar juros impossíveis. Trata-se de uma transferência de recursos públicos que ainda não acabou. Ela chegará ao fim com a destruição do Estado Social. A esse processo dá-se o pomposo nome de "reformas estruturais".

Portugal, Grécia, Irlanda e Espanha estão a ser abusados por um novo tipo de máfia que, na ausência de poderes públicos e de políticos corajosos, deixam um rasto de destruição por onde passam. Resta às vítimas três possibilidades: ou entregam tudo o que têm, ou pedem proteção aos mafiosos para que o roubo se faça de forma mais ou menos ordenada ou dão, em conjunto, um murro na mesa.

A solução começa com duas palavras: "não pagamos". Quando elas forem ditas, em conjunto, por estes quatro países, a Alemanha e a União Europeia mudam, em apenas um minuto, de atitude. É provável que os contribuintes alemães não estejam dispostos a pagar as dividas dos outros. O que eles não sabem é que, quando participam na "ajuda" aos países periféricos, estão a pagar o bailout da banca alemã. Ou seja, estão a pagar a salvação da sua própria economia.

Só no dia em que estes países disserem que, nestas condições, não dão nem mais um tostão para este peditório se começará a discutir a reestruturação da dívida. Não se trata de um favor. Trata-se de pagar o que se deve em condições aceitáveis. Trata-se de um ato de justiça. Pagar com juros decentes e num tempo praticável.

Quando quiseram obrigar a Irlanda a subir o seu IRC - bem abaixo da média europeia - ela fez esta ameaça. O recuo europeu foi imediato. Tivessem os governantes irlandeses tanta coragem para defender os direitos sociais como tiveram para defender o seu dumping fiscal e os seus concidadãos estariam hoje bem melhor.

A escolha que estes Estados têm de fazer é simples mas arriscada. Simples porque resulta de uma revolta legitima: não temos de pagar, com o nosso trabalho, através de juros impensáveis, as irresponsabilidades de quem andou a brincar com o fogo. Arriscada porque vão continuar, como qualquer Estado, a precisar de financiamento. Mas é a única opção: obrigar a Europa a defender os Estados que aceitaram entrar no euro. Nem que seja pela ameaça. Ou isto, ou a destuição por décadas de várias economias

domingo, 3 de abril de 2011

LOST IN TRANSLATION - o amôr é um lugar ( muito ) estranho

Há três semanas que somos todos japoneses. A minha relação com o Japão e esse espantoso povo duma têmpera que não existe mais, é hoje o de um amor perdido. Perdido do alto duma janela fechada para que o plutónio lá não entre, fechado numa bola vítra de flocos de neve que havia em minha casa e era quase caleidoscópica e que me transportava sempre para a fantasia que toda a paixão é, encerrada enfim num monte de betão lançado de helicóptero até as angústias perdidas, as mesmas que, perdidas são raíz de todas as paixões, Hiroshima meu amôr, agora revisitado . Na despedida, um até sempre, porque cada povo tem o Casablanca que merece. Eu fico-me com a Scarlett Johansson, mas podia ficar com outra japonesa qualquer.




Sinais de dissolução na eurolândia

O presidente Orbán da república Hungara, parece ser o primeiro a ameaçar com a implosão da Europa. Aqui se vê como já assustou os vizinhos Moldavos, Romenos, Checos, Polacos, Ucranianos, Sérvios e eslovénios. 

sábado, 2 de abril de 2011

QUEM É ELE , QUEM É ?


  
Pedro Passos Coelho

Derrubar um governo e lançar um país numa das situações mais difíceis que este teve de enfrentar na sua história para dias depois sugerir ao governo que recorra à ajuda internacional garantindo que dará apoio às medidas que acordar com o FMI é de um cinismo atroz. Pedro Passos Coelho acha que chegar ao poder justifica tudo incluindo sacrificar os portugueses e o país e é tão idiota que nem esconde a sua estratégia.
 
Acontece que neste país não há só presidente e PSD, há uma Constituição e esta é clara sobre os limites impostos a um governo de gestão e nem Cavaco nem Passos Coelho estão autorizados a atribuir ao governo poderes que não tem. Resta-lhes assumir as consequências políticas das suas estratégias pessoais e responder por elas perante os portugueses.
 
Esta posição só mostra que Pedro Passos Coelho não teve capacidade para avaliar todas as consequências da sua estratégia e que em Belém parece que é a dona Maria que pensa, lembra-nos a famosa terça-feira de Carnaval.
  
«O presidente do PSD afirmou hoje que o seu partido respeitará os compromissos que o Governo tiver de assumir no exterior para um eventual pedido de ajuda financeira.



"Se o Governo achar que, por qualquer razão, é preciso contrair um empréstimo especial para evitar incumprimento de Portugal no exterior, o Governo tem todas as condições para o poder fazer, e não é o PSD que vai pôr isso em causa. O PSD apoiará isso", declarou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, durante uma visita a uma escola secundária no concelho de Vila Franca de Xira.» [DN]

sexta-feira, 1 de abril de 2011

MALFEEITORIAS DO FMI

PARA ELHOR ENTENDER O CUSTO DO FMI, nada como ouvir da pena co correspondente da TVi , o que o FMI e suas malfeitorias ( como diria o Gerónimo de Sousa ....oha eu a citar um comunista! ) por lá tem feito

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PedroMoreiraTVI

  1. Pavlos Tsimas, jornalista principal canal privado tv :corte nos nossos salarios foi de 20%.
  2. Yanis Varoufakis, economista: torçe para que Espanha "abane" para meter medo aos líderes europeus.
  3. Yanis Varoufakis, economista: diz que líderes europeus não tem coragem mas que daqui a um ano será evidente necessidade de nova solução
  4. Previsão UE: se em 2025 Grécia pagar no mercado taxas de 5,5% e com crescimento de 2% - ainda assim contas públicas não serão sustentáveis
  5. Atenas - Receitas cairam 80 a 90%, dizem-me mts comerciantes
  6. Centro Atenas, impressiona o n de lojas que fecharam no ultimo ano
  7. Grécia. Dimitris Katsiskas, think-tank de assuntos europeus. «ajuda europeia deve ser repensada. Grécia prova que modelo não funciona».
  8. Grécia: recessão e mais recessão (- 4,5 % em 2010, - 6,5% no último trimestre de 2010 ! e -3% previstos para este ano).
  9. Grécia: UE/FMI avaliam trimestralmente contas gregas. Como objectivos nunca são atingidos por inteiro, são pedidas novas medidas.
  10. Grécia: governo procura constantemente novas receitas para atingir objectivos do programa UE/FMI. Última - taxa especial para refrigerantes.
  11. Grécia: IVA foi aumentado várias vezes (limites máximos, intermédios e mínimos) e vários produtos subiram de escalão.
  12. Grécia, notas de reportagem: subsídios de férias e Natal foram cortados e substituidos por um único subsídio sazonal (menor).
  13. Perguntei a um colega grego o que é o pior. "A falta de uma ideia de futuro", respondeu.
  14. Uma estória de horrores - austeridade gera menos economia e menos receitas que obrigam a mais austeridade.
  15. O programa de ajustamento grego (3ª revisão)http://ec.europa.eu/economy_finance/publications/occasional_paper/2011/pdf/ocp77_en.pdf
  16. Uma visão do futuro - como está a Grécia quase um ano depois de ter sido "salva". Dá medo. www.greekcrisis.net
  17. Secretário-Geral PPE: grande coligação poderá fazer grandes reformas que se pedem a PT ("cortar o estado").
  18. Secretário-Geral do Partido Popular Europeu, António López-Istúriz: vê com bons olhos coligação PSD-PS depois das eleições. Mas sem Sócrates
  19. Demissão, audições aos partidos, conselho de estado, prazos constitucionais - em Inglês ainda fica pior, parece uma república pré-telex.
  20. Vou recebendo telefonemas de correspondentes estrangeiros aqui de bxl. Pasmados com a crise política portuguesa e com as demoras do sistema.

a verdadeira história do CLIMAGATE

Há cerca de um ano, uma bateria de jornalistas avançou para a opinião pública com a nova de que os cientistas que nos avisam da ( óbvia ) mudança climática e do aquecimento global, trocavam e-mails entre si a combinar como é que nos podiam convencer da "mentira do aquecimento global" (sic).
Agora que - com a quase guerra social que vai no estado americano de Winsconsin e restantes estados falidos da América - ficamos aqui a vêr como se manipula  o Zé Povinho....segundo Paul Krugman, o Nobel da economia.